A Zup, empresa que há mais de dez anos atua na transformação digital de grandes empresas, está com algumas iniciativas de fomento ao mercado de tecnologia com inscrições abertas.

Uma delas é o programa Zup Bootcamp para contratar profissionais que desejam desenvolver soluções tecnológicas para o Banco Itaú.

As inscrições ficam abertas até o dia 07 de agosto no site e os candidatos que quiserem participar do processo de seleção devem ter acima de 18 anos e disponibilidade para trabalhar em tempo integral em Campinas (SP).

As etapas online do processo consistem em preencher um formulário de fit cultural e técnico, a criação de um case em formato de texto, um teste técnico de desenvolvimento e programação, além de uma apresentação final. De acordo com Felipe Barreiros, Chief Product Officer (CPO) da Zup, 15 pessoas serão contratadas para vivenciar cases reais e criar projetos de alto nível tecnológico, evoluindo exponencialmente em suas carreiras.

“Acreditamos não só no desenvolvimento dos jovens em início de carreira em tecnologia, como capacitamos os profissionais e os tornamos especialistas dentro de suas áreas de atuação. O Bootcamp Zup é um programa intensivo e transformador para quem gosta de desafios e conta com um time de mentores altamente qualificados e reconhecidos no mercado para dar todo o suporte e acelerar o aprendizado”, explica Felipe Barreiros.

A iniciativa terá oito semanas de imersão, com conhecimentos teóricos, práticos e atividades desafiadoras que obrigará os candidatos a repensarem modelos de negócios escaláveis e complexos. Ao final, todos os envolvidos estarão prontos para participar de projetos internos da Zup e utilizar ambientes computacionais (Java), linguagem de programação multiplataforma (Koltin) e arquitetura baseada em microsserviços, além de estarem alinhados com requisitos de segurança, escalabilidade e performance utilizados pelas melhores empresas digitais do Brasil e mundo afora.

“A Zup propicia um ambiente exponencial para que as pessoas possam explorar o máximo de seu potencial e desenvolve profissionais de alto impacto em tecnologia, independente de classe social, gênero, idade, raça, religião e orientação sexual. Criamos um ambiente onde os talentos têm acesso a conhecimento, inovação, pesquisa e desafios: aqui, não apenas consumimos tecnologias, mas criamos tecnologia que serão adotadas por diversas companhias ao redor do mundo”, finaliza Felipe.

Programa Catalisa

Outra iniciativa promovida pela startup é o Programa Catalisa que visa ensinar linguagem de programação e capacitar pessoas com deficiência para o mercado de trabalho.

Lançado no dia 18 de junho, mesma data em que se comemora o Dia do Orgulho Autista, o projeto tem o objetivo de ensinar as linguagens Java, Kotlin ou React em projetos para clientes reais. Inicialmente, o treinamento aconteceria presencialmente, mas devido às medidas de isolamento social em prevenção ao novo coronavírus, ele acontecerá online.

Após fazer a inscrição no programa e passar pelas etapas iniciais, os participantes são contratados pela Zup em regime temporário por um período de três meses. Depois desse tempo, será feita uma avaliação de dedicação e potencial individual, que pode levá-lo a ser contratado definitivamente pela empresa.

Experiência própria

O Programa Catalisa é encabeçado por quatro integrantes da empresa que possuem deficiências ou limitações diversas. A UX Designer Joyce Rocha (que está no espectro do autismo), a lead de acessibilidade digital e UX Jana Bernardino (deficiente visual), a Talent Acquisition Fernanda Oliveira (deficiente física) e a estrategista de diversidade e inclusão Camila Bellato (que tem lupus). Por esse motivo, todas compreendem as dificuldades de pessoas com deficiência em se estabelecer no mercado de trabalho.

Programa Catalisa e a individualidade de cada um

Para participar do programa, os interessados devem fazer um pré-cadastro no site e depois responder um questionário enviado por e-mail. De acordo com Fernanda, a ideia é entender os conhecimentos de cada um para a elaboração de uma espécie de teste que vai direcionar qual o melhor caminho a ser seguido.

Joyce entende que conhecer e compreender as dificuldades e limitações de cada um é essencial para a criação de processos mais democráticos e justos, que vão auxiliar o PCD – ou qualquer outra pessoa – a ter melhores condições no desempenho da função.

“No meu caso que sou autista, não adianta aplicar uma prova de 90 questões e me dar duas horas para responder. Aplicam o mesmo método para todo mundo, e a gente percebe que o método não funciona para todos. É preciso olhar essas pessoas com a sua individualidade e encontrar maneira de conseguir acolher ela de acordo com as características que ela tem”, avalia.

As vagas são limitadas e as inscrições devem ser feitas no link.