Antes de fechar o contrato de investimento é importante que os empreendedores e investidores-anjo ajustem suas expectativas. O empreendedor precisa saber a ajuda que o investidor-anjo vai prestar e, o investidor, os relatórios que irá receber para saber o progresso do negócio e entender como pode agregar valor para o negócio.

É importante, já no início do relacionamento, agendar um calendário, marcando reuniões presenciais ou online. Também, é bom estabelecer as métricas que serão usadas para avaliar o progresso da startup para que ambos os lados estejam alinhados.  

Na hora de conversar com o investidor-anjo sobre o que o apoio que ele irá prover ou pedir que faça alguma coisa específica, é necessário considerar alguns pontos. 

Em primeiro lugar, é importante entender que não são todas as tarefas que o investidor pode ajudar. As que são corriqueiras, que fazem parte da operação diária da empresa são responsabilidade do empreendedor e provavelmente não vão caber na agenda do investidor.

No entanto, quando se trata de networking ou abertura para novos negócios, o investidor-anjo já pode ter um papel mais ativo. Também pode ser o caso de chamá-lo para pedir indicação de novos membros para o time, ou mesmo para ser apresentado para outros investidores. 

Por já ter vasta experiência no mercado e uma rede de contatos maior, o investidor pode ajudar a abrir algumas portas que, sem ele, seriam de difícil acesso. Por isso, quando conversar com seu anjo, lembre-se de pedir ajuda em atividades que geram grande impacto na empresa. 

Podemos pensar em três categorias principais para o empreendedor contar com seus investidores:

– Setor: se você estiver empreendendo num setor onde não tenha tanta expertise, vale ter um investidor-anjo que conheça o setor e entenda como ele funciona e quais são seus regulamentos.

– Negócio: investidores-anjos podem ajudar a efetivamente estruturar o negócio, a formar um bom time e auxiliar na captação em próximas rodadas de investimento. 

– Produto: anjos que tiveram experiências em grandes empresas de tecnologia, entendem sobre sistemas e podem olhar para o produto de forma crítica.

E sim, por mais que o investidor-anjo escolha o empreendedor, o contrário também é válido. Então, antes de escolher seu investidor, sempre pense no que ele vem complementar. Qual é a visão que ele tem e pode ajudar você a enxergar de outra forma? Que experiências ele tem que vão ajudar você a superar obstáculos?