Com investimento inicial de R40 milhões, que pode chegar a R140 milhões nos próximos três anos, a Conexa Saúde acaba de receber um aporte dos fundos de investimentos General Atlantic (GA), família Fraga e e.Bricks Ventures em uma rodada da série B.

O investimento vai permitir à empresa de telemedicina, especializada em negócios B2B, ainda neste ano, ampliar sua atuação para o segmento B2C. “Vamos crescer de maneira orgânica e também por estratégia de aquisição”, informa o CEO da Conexa Saúde, Guilherme Weigert.

A companhia, que tem o propósito de contribuir para ampliar o acesso à saúde, rompendo as barreiras que dificultam a democratização desse serviço fundamental no país, projeta resultados expressivos até o fim do ano: realizar mais de 20 mil consultas por dia e alcançar patamares superiores a 4 milhões de usuários e 15 mil médicos conectados em sua plataforma de telemedicina.

Antes desta captação, a Conexa Saúde já tinha recebido R$ 5 milhões em duas rodadas de captação (seed money) e uma do e.Bricks. A primeira rodada, em 2018, foi com Sidney Breyer, empreendedor, fundador da Alog e atualmente conselheiro de diversas grandes empresas como B2W, Brasil Brokers, Eleva, Cultura Inglesa. A segunda rodada, em 2019, teve recursos vindos de um corpo clínico formado por médicos renomados, como Ben-Hur Ferraz Neto, Cláudio Domênico e Otávio Gebara. A terceira foi um aporte do próprio e. Bricks Ventures no início deste ano.

“Com a pandemia, o processo de digitalização em diversas indústrias acelerou. A telemedicina se mostrou uma solução viável e eficiente para baratear e democratizar o acesso a saúde no Brasil. Nós fomos inspirados pela visão da Conexa Saúde, qualidade da plataforma e pelo seu foco no cliente”, disse Martin Escobari, co-presidente da General Atlantic.

O e.Bricks Ventures, por sua vez, já estudava o segmento e tinha grande convicção no potencial de crescimento da telemedicina no Brasil, informa Thiago S. Zaidan Maluf, General Partners do e.Bricks. “Vimos na Conexa Saúde uma combinação única de time sólido, crescimento acentuado, acionistas com excelente trânsito no setor e um produto validado por referências do segmento de saúde brasileiro”, afirma.

Também para o investidor Luiz Fraga, cofundador do Gávea Investimentos, a empresa se destaca de maneira singular no mercado. “A Conexa Saúde é uma oportunidade de investimento muito especial. Consegue juntar várias características positivas: time de gestão talentoso, sócios AAA, além de ser a empresa líder em um setor fascinante com massa crítica e potencial digital enorme”, diz.

É indiscutível que o crescimento da telemedicina no Brasil foi acelerado pelo cenário do novo coronavírus. No caso da Conexa Saúde, já no início da pandemia, a carteira de vidas que era de 100 mil cresceu para 1 milhão em apenas uma semana. Nesse momento, a experiência e robustez da plataforma tecnológica da empresa foram essenciais para atender à demanda. “Não estamos nos aventurando em telemedicina por causa da pandemia do novo coronavírus. Ao contrário, quando o cenário da covid-19 chegou já estávamos prontos para atender e levar aos clientes no ambiente virtual o máximo de interação de uma consulta presencial”, afirma o CEO da Conexa Saúde. Para ele, a covid-19 comprovou os três maiores valores da telemedicina – segurança, acessibilidade e resolutividade.

Sobre o futuro da telemedicina no Brasil, Fernando Domingues, fundador da Conexa Saúde, afirma que o consenso é de que a atividade veio para ficar. “O atendimento presencial sempre será necessário, contudo, poderá ser complementado pelo teleatendimento. Depois da pandemia teremos, sem dúvida, um aumento da adoção da telemedicina”, diz.