Tom Nastas é um venture capitalist com uma experiência singular! Foi um dos primeiros e únicos gestores americanos de fundos de VC/PE a montar e gerenciar fundos na Rússia. Você certamente já ouviu aquela história de que VCs não investem longe de casa… pois bem, esse não é o caso do Tom.

Depois de estruturar e operar fundos nos EUA, Canadá e na Europa Ocidental, Tom foi para a Rússia. Em 1997, começou a trabalhar na estruturação um fundo de venture/equity por lá.

Imagine a Rússia após a queda do muro de Berlin em 1989 e a Perestroika… Tom foi uma das pessoas que avaliou as oportunidades tecnológicas surgidas a partir da privatização das antigas empresas soviéticas. Nas suas palavras: “havia um mito da tecnologia soviética… …a verdade é que se tratavam de tecnologias no geral ultrapassadas”, que não teriam aplicação na indústria ocidental.

A partir de sua experiência internacional, o entrevistado propõe a questão: "por que os investidores de mercados emergente não investem em startups de tecnologia"? Isso faz você lembrar de algum lugar que você conhece?

Tom comenta que não falta dinheiro nos mercados emergentes. Pensando no Brasil, concordo totalmente! Então.. qual é a questão? A sua resposta é que é preciso trabalhar com modelos de negócios que sejam adequados ao perfil de risco dos investidores locais

Tom pondera que os investidores de países emergentes não estão acostumados a assumir o risco de empreendimentos de tecnologia. Então, é preciso criar veículos que possam ter efeito demonstração, que mostrem que esse tipo de investimento pode fazer sentido, que "eduquem o mercado". Uma das iniciativas desse tipo na qual esteve ativamente envolvido foi a montagem de um fundo desse tipo no Cazaquistão – País que é rico em ativos energéticos, tem uma indústria aeroespacial estabelecida e tem crescido significativamente nos últimos anos, cobrindo desde a prova de conceito até o ‘scale-up’ de operações de manufatura. É o tipo de ação que temos no Brasil através de instrumentos como o Criatec e os fundos de VC investidos pelo Finep Inovar no Brasil.

Atualmente, Tom é diretor-executivo da Innovative Ventures Incorporated. Ele foi um dos mentores de investimento do GSP 2013 aqui na SU e é um dos investidores que tem conversado com os times de projetos.

Tem interesse de estabelecer parcerias para investimentos e montar operações no Brasil. Quem se interessar pode entrar em contato pelo site da IVI (http://www.ivipe.com/ivi/pages/contact.htm).

Confira abaixo a entrevista!

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