Na entrevista que fiz com Rob Nail falamos sobre tendências na robótica.  Destaco a seguir algumas das principais aplicações que estão ou vem por aí. Essas aplicações podem ser encontradas em ‘áreas ‘tradicionais’, isto é, naquelas nas quais a presença de robôs já é vista há algum tempo, como:

  • Na indústria: os robôs serão cada vez mais comuns em processos industriais; além de operações de solda e usinagem, serão cada vez mais utilizados na montagem e no transporte de peças.
  • Na aviação: os veículos aéreos não tripulados de uso militar (como os americanos Reaper e Predador) estão na mídia diariamente , mas as aplicações civis de pequenos drones estão crescendo exponencialmente a partir do advento das plataformas de hardware/software abertas, com soluções como o Ardupilot.
  • Na realização de tarefas domésticas: aspiradores de pó robóticos, como o Roomba, por exemplo, serão cada vez mais acompanhados por novos tipos de equipamentos robóticos.

Mas isso é só o começo, os robôs serão cada vez mais presentes em áreas como:

  • Segurança: em breve tarefas de patrulhamento e outras serão executadas por robôs, na guerra e no policiamento. Já pensou em encontrar um ‘bicho’ desses da Boston Dynamics no próximo trekking que você fizer na Chapada Diamantina ou na Mantiqueira? Começarão a surgir várias questões éticas associadas a essa utilização desse tipo de equipamento.
  • Telepresença: a utilização de robôs deste tipo está em franca expansão (veja matérias a respeito na Forbes e no Fantástico) em tratamentos de saúde, no mundo dos negócios, na educação, no atendimento aos clientes ou simplesmente como ferramenta social.
  • Drones de todos os tipos: além de aviões, helicópteros, quadricópteros e vários outros ‘cópteros’, tem muito robô biomimético vindo por aí – você conhece o pássaro da Festo?  E também há muita coisa legal relativa à coordenação/sincronização de vários drones, com a aplicação de soluções avançadas de hardware e software para sistemas de controle, como o que o pessoal do ETH Zurich faz; vejam dois exemplos (e procurem outros na internet, são muitos):  http://www.youtube.com/watch?v=pp89tTDxXuI e http://www.youtube.com/watch?v=ShGl5rQK3ew.
  • Veículos autônomos: carros e caminhões robóticos ganharão as ruas em breve, o Google Car já está por aí e várias montadoras tem projetos desse tipo, como a Audi.
  • Cirurgia: robôs são mais precisos que humanos na realização de cirurgias, não tremem, não espirram (já pensou o que acontece quando o cirurgião que está operando o seu cérebro espirrar?), precisam de menos espaço para manobrar dentro do corpo e incisões menores, dá para fazer coisas mais seguras e precisas do que com vídeo laparoscopia; as soluções para cirurgia robótica como o DaVinci ganharão muito espaço nos próximos anos. Além disso, a cirurgia robótica à distância permitirá que astronautas sejam operados no espaço, assistidos por equipes médicas na Terra!
  • Nano robôs: já tomou o seu hoje? É isso mesmo: dentro de poucos anos engoliremos pequenas pílulas robóticas, que farão a ‘manutenção’ do nosso organismo. Os casos de uso serão inúmeros, desde a liberação de medicamentos de forma precisa e localizada dentro do organismo até a ‘manutenção de sequências de DNA defeituosas’. Prepare-se, um robô ainda vai entrar no seu corpo!
  • Lazer: já existem vários brinquedos no mercado, como o Aibo da Sony, que você pode comprar na Amazon. No Brasil temos o RoboGol, spin-off de uma outra empresa brasileira de robótica, a XBot.

Essas são algumas das aplicações atuais e/ou emergentes da robótica. A tecnologia de sistemas de controle está avançando rápido e os custos caindo. As plataformas abertas de hardware/software como o Arduino possibilitarão que muitas startups (e pessoas…) se envolvam com robótica.

Enquanto escrevo este post fiquei sabendo por um post do Felipe Matos no Facebook que o projeto que ganhou o Startup Weekend Itajubá é de hardware e não software – a Agrosmart. É um ótimo sinal! Que venha uma nova onda de startups!

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