Quando a ucraniana Sasha Astafyeva concluiu seu curso na Universidade de Harvard, procurou a Monashees capital para saber qual era o negócio mais “empolgante” para se envolver no Brasil e ouviu uma resposta: VivaReal, o portal imobiliário lançado em 2009 e que agora se espalha pelas cidades brasileiras. Aqui no Startupi, também notamos o destaque da empresa quando dois empreendedores —Florian Hagenbuch e Julio Vasconcellos— disseram que, se fossem investir em outra empresa que não a sua, colocariam dinheiro na VivaReal.

Mas o que eles estão fazendo de tão diferente? Sentei para conversar sobre isso com Diego Simon, cofundador no Brasil e vice-presidente de operações da startup aqui no Brasil. Diego era o único funcionário da startup no Brasil lá em 2009, quando surgiu a ideia de trazer o projeto para o Brasil –ele teve a grande ajuda dos cofundadores Brian Requarth (atual CEO) e o Thomas Floracks (atual vice-presidente de marketing), que estavam baseados na Colômbia, mas ajudaram a construir o negócio brasileiro. Ele conta que, na época, realizava funções de todos os setores da empresa, o que fez com que ele tivesse uma boa visão do todo.

Atualmente, a equipe da VivaReal deve chegar a 200 funcionários no final do ano. Diego conta que o crescimento da empresa foi (e ainda é) altamente baseado na validação do que funciona e posterior implementação. A companhia já tem escritórios comerciais em 13 cidades brasileiras, além de uma equipe que trabalha com outras 20 cidades pelo telefone.

Abaixo, Diego opina sobre as práticas da VivaReal que estão colocando a startup em posição de destaque no mercado:

O modelo de negócio

“O VivaReal tem um plano muito sólido para chegar à liderança. É um modelo sustentável, a receita tem potencial de crescimento exponencial e a nossa estrutura é muito enxuta. A tendência é que haja uma desconexão entre a receita e o custo para manter a operação.

Os portais imobiliários que conquistaram a liderança (ter mais de 50% das imobiliárias e corretoras do país) em outros mercados mostraram que, depois de chegar ao topo do ranking, o potencial de geração de receita é muito grande. Nos portais líderes em outros países, a margem de lucro é de 40% a 60% da receita, ou seja, grande parte do que é obtido vira lucro.

Mas ainda não pensamos em IPO ou aquisição. O que sabemos é que um portal parecido na Austrália vale US$ 3,5 bilhões, existe outro que vale bilhões. Nós enxergamos um potencial de construir um player bilionário no setor. É muito dinheiro que gira neste mercado, principalmente com publicidade.”

A cultura corporativa

“Tentamos trazer os melhores talentos e desenvolvê-los, com base nos valores da empresa. Os princípios e valores, a gente pratica no dia a dia e 100% da empresa fica alinhada com isso. Quando estamos todos alinhados, o efeito é muito forte, como um laser muito focado no resultado. Assim, conseguimos fazer melhores novas contratações e reter as pessoas. Ter as melhores pessoas é fundamental.

A gente reforça constantemente a cultura. Eu mesmo participo da integração dos novos funcionários, repassando os princípios da empresa, e levamos isso em conta também na avaliação dos funcionários. O modelo foi criado pela nossa equipe de RH, gerenciada por Luiza Gomide.

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Como o mercado imobiliário é mais conservador, a gente tem esse outro lado da empresa de internet.”

Contratações

“Desde dezembro, nós começamos a contratação de executivos topo de linha, vice-presidentes, diretores e gerentes, para consolidar a estrutura e fazer um investimento forte no produto.”

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