A Seekr, empresa fundada em 2010, tem uma ambição grande: quer ser a fornecedora dos pacotes de software que farão a gestão de marcas em uma “nova era”. Conversei com Eduardo Prange, um dos sócios da companhia, e hoje conto a vocês como eles estão caminhando até esse objetivo.

Atualmente, a Seekr traz produtos e ferramentas para a gestão e o monitoramento de marcas em mídias sociais –entre os serviços disponibilizados estão o Monitor (para descobrir onde as marcas estão sendo faladas na internet), o SAC (para ajudar no atendimento aos usuários nas redes) e o CRM (para gerar relatórios e acompanhar a movimentação nos clientes). Mas essa história começou há mais de cinco anos, na incubadora Instituto Gene, de Blumenau (Santa Catarina).

“Estivemos incubados de 2007 até o início de 2009, quando trabalhávamos com consultoria em produtos digitais, um pouco antes do lançamento da Seekr. Tudo começou na incubadora, foi lá que montamos o produto, antes de abrir a empresa”, explica Eduardo, que fundou a companhia ao lado de Ricardo Heidorn e Rafael Ernane Dalprá, em 2010. Segundo ele, os serviços da Seekr foram montados para atender as necessidades que eles sentiam como consultores de projetos digitais.

Mas tem muita gente monitorando redes sociais atualmente (veja aqui), e Eduardo diz que a Seekr se diferencia por “aprofundar” o monitoramento e colocar uma “camada estratégica” no produto oferecido, além de “gerar o maior número de relatórios e possibilitar o maior número de monitoramentos”. “Também trabalhamos com o conceito ‘all-in-one’, onde trazemos ao cliente os produtos integrados, já que é difícil para as empresas trabalhar com várias ferramentas isoladas”, diz ele.

Com raízes em Blumenau, a Seekr já tem escritórios também em São Paulo e Novo Hamburgo para seus 25 funcionários. “Blumenau é um polo de tecnologia, onde temos acesso a mão de obra qualificada por um preço competitivo. É uma região bastante industrial e, geograficamente, ficamos entre Porto Alegre e São Paulo, os nossos dois maiores mercados”, explica o sócio, sobre a permanência da matriz da empresa na cidade. Segundo ele, essa proximidade física com dois mercados importantes foi importante quando a companhia estava sendo criada.

Apesar de manter suas raízes, a Seekr tem planos de virar uma exportadora de software, afirma Eduardo. “Nosso planejamento prevê isso para 2014, mas tivemos oportunidades recentes para antecipar isso”, explica o sócio, mas ele não dá maiores detalhes do plano de expansão.

Eduardo lembra que a Seekr foi completamente financiada sem investidor externo. Ele conta que eles tiveram o apoio de uma empresa externa nas áreas de gestão do negócio, mas não houve aporte. “Detemos o controle pleno da empresa”, diz o sócio.

Foto: Frau Hölle/Flickr (Acesse o original)