A Scooto encerrou o primeiro semestre de 2026 com receita de R$ 12 milhões, crescimento de 50% em relação ao mesmo período de 2025. No período, a empresa também ampliou em 23% sua base de clientes e registrou alta de aproximadamente 15% no volume de operações, considerando novos contratos, ampliações e aditivos.
A expansão ocorreu em um momento de avanço da inteligência artificial nas operações de atendimento, enquanto empresas também buscam combinar automação e atendimento realizado por pessoas.
“O primeiro semestre confirmou uma percepção que temos observado há algum tempo: enquanto o mercado discute como automatizar tudo, muitas empresas perceberam que os momentos mais importantes da relação com o cliente precisam continuar sendo humanos. O atendimento deixou de ser apenas um centro de custo para se tornar uma estratégia de fidelização e crescimento”, afirma Marina Vaz, CEO e fundadora da Scooto.
O crescimento da operação também levou à ampliação da rede de prestadoras de serviço da empresa, chamadas de “scooteiras”. Em um ano, a Scooto aumentou em 63% o número de scooteiras. Nos últimos 12 meses, mais de 1.650 mulheres assinaram contrato para atuar nas operações da companhia, que são realizadas de forma 100% remota.
O modelo permite à empresa formar equipes para operações de atendimento, vendas e pré-vendas conforme a demanda dos clientes.
“Nosso desafio não é apenas ampliar equipes, mas crescer sem perder a qualidade da relação com o cliente. A nossa estrutura permite acelerar operações, mantendo proximidade, consistência e capacidade de adaptação às necessidades de cada negócio. Ao mesmo tempo, o trabalho remoto amplia oportunidades para mulheres de diferentes regiões do Brasil e oferece às empresas acesso rápido a talentos qualificados. Conseguimos unir impacto social e eficiência operacional em um mesmo modelo”, destaca Marina.
Expansão para novos setores
Entre os setores que passaram a fazer parte da operação da Scooto estão saneamento, energia e telecomunicações. A empresa também aponta crescimento da demanda por atendimento realizado por pessoas em situações de maior interação entre empresas e consumidores.
“São mercados em que, teoricamente, faria sentido automatizar ao máximo para reduzir custos. Mas o que vimos foi justamente o contrário: empresas investindo em atendimento humano de qualidade porque entenderam que é nos momentos de maior atrito que a confiança do cliente é construída. Em mercados cada vez mais competitivos, o relacionamento se torna uma das maiores vantagens competitivas”, explica a CEO da Scooto.
Para o segundo semestre, a empresa pretende ampliar sua atuação nos mercados em que já opera e manter o crescimento da operação. A meta é alcançar R$ 30 milhões em receita até o fim de 2026.
“A tecnologia continuará sendo fundamental, mas ela precisa potencializar as pessoas, e não substituí-las indiscriminadamente. Queremos mostrar que é possível crescer com eficiência sem abrir mão da qualidade das relações. Esse é o caminho que pretendemos consolidar junto aos nossos clientes e no mercado de experiência do cliente”, finaliza Marina.