A Ruvo, fintech criada para movimentação de recursos entre Brasil e Estados Unidos, anunciou a captação de US$ 4,6 milhões em uma rodada seed para desenvolver sua infraestrutura de pagamentos internacionais e ampliar o acesso ao dólar para pessoas físicas e empresas brasileiras. Segundo a companhia, trata-se da primeira solução que combina criptomoedas e Pix em remessas entre os dois países.
A rodada foi liderada pela 1confirmation, com participação da Coinbase Ventures, Rebel Fund, Blast, Neer Ventures, First Check Ventures e Mission Street Capital, além de investidores-anjo do setor de fintech e Web3. A Ruvo também é apoiada pela Y Combinator.
A empresa opera como uma conta americana em dólar, permitindo que brasileiros recebam pagamentos, façam transferências, gastem e invistam como se estivessem baseados nos Estados Unidos. A plataforma reúne Pix, stablecoins, transferências bancárias (ACH/wire) e Visa em um único aplicativo.
De acordo com a Ruvo, a integração entre cripto e Pix permite liquidação mais rápida entre os dois países, reduzindo etapas intermediárias em comparação a remessas tradicionais.
Antes da Ruvo, brasileiros que recebiam ou movimentavam dólares normalmente precisavam utilizar múltiplos aplicativos para transferências internacionais, cripto, câmbio e cartões. A fintech propõe concentrar essas funções em uma única experiência.
“Brasileiros e americanos deveriam conseguir mover dinheiro entre o Brasil e os Estados Unidos com a mesma facilidade de um Pix — e ainda fazer seu patrimônio crescer com ferramentas financeiras que funcionem globalmente”, afirma Alec Howard, cofundador e CEO da Ruvo.
Segundo dados citados pela empresa, mais de 30 milhões de brasileiros participam de fluxos financeiros internacionais e cripto, movimentando cerca de US$ 146 bilhões por ano entre exportação de serviços, remessas e transferências digitais.
A Ruvo diz que seus usuários podem receber dólares e USDT de empregadores e clientes internacionais, converter entre real e USDT, enviar recursos entre Brasil e EUA via cripto integrada ao Pix, realizar transferências entre carteiras cripto, gastar dólares com cartão Visa e fazer operações de entrada e saída via Pix. A companhia afirma que, a partir de 2026, pretende oferecer opções de rendimento em dólar.
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