quinta-feira, 08 de outubro de 2026

Ploomes investe R$ 25 milhões em arquitetura de inteligência artificial para reformular uso do CRM

Matheus Pagani, CEO e fundador da Ploomes: “Estamos entregando um software que agora se adapta completamente à forma de trabalho ideal de cada empresa e de cada profissional de vendas".
Plataforma automatiza criação de telas, fluxos e integrações, projetando redução de até 80% no tempo de implementação do software para clientes.

A empresa de CRM Ploomes anunciou um investimento de R$ 25 milhões no desenvolvimento do Estúdio IA Ploomes, uma nova arquitetura voltada para a construção e adaptação de operações comerciais dentro de sua plataforma de gestão de relacionamento com o cliente (CRM). O lançamento oficial ao mercado foi feito esta semana. A proposta da tecnologia é permitir que a inteligência artificial crie telas, processos, fluxos de trabalho e integre sistemas diretamente no ambiente do software, reduzindo a necessidade de projetos tradicionais de desenvolvimento técnico.

A empresa projeta que o uso do recurso possa diminuir em até 80% o tempo médio de implementação do CRM para novos clientes, passando de uma média de 4,6 meses para cerca de 28 dias, conforme estimativas apresentadas pela própria companhia. Segundo Matheus Pagani, CEO e fundador da Ploomes, a proposta busca alterar a dinâmica tradicional de uso dessas ferramentas no ambiente corporativo.

“O objetivo é que a IA construa telas operacionais mais fiéis à operação do cliente, além de integrar, automatizar e alimentar o sistema. Tudo isso fará com que os colaboradores atuem de uma forma mais eficiente, sem contar que o recurso vai possibilitar uma maior concentração do tempo nas decisões e nos relacionamentos que realmente exigem atuação humana”, afirmou o executivo.

De acordo com o comunicado da empresa, o Estúdio IA Ploomes é composto por quatro frentes principais de funcionalidade, o construtor de Telas, integrador, CPQ em Branco e Radar Ploomes, que automatiza o registro e a transcrição de interações de vendas originadas em chamadas de vídeo, ligações, WhatsApp, e-mail e calendário.

Além dos módulos operacionais, a plataforma inclui um chat para administradores voltado à configuração do sistema e alterações em massa, como a redistribuição de carteiras de clientes. Em relação à segurança de dados, a empresa informou que os dados dos clientes não são utilizados para o treinamento de modelos abertos de inteligência artificial, ficando o contexto restrito à própria operação dentro do software.

Para o CEO da Ploomes, a iniciativa busca avançar em relação às soluções de apoio já disponíveis no mercado: “O que temos no mercado brasileiro até hoje é a inclusão de agentes de IA como assistentes e copilotos, capazes de trazer respostas a partir dos dados inseridos no sistema. O Estúdio IA vai além ao usar automaticamente o contexto de cada cliente para criar as telas, integrar sistemas e executar os processos necessários em cada operação comercial”, explicou Pagani.

A estratégia da empresa ocorre em um cenário de busca por maior eficiência na aplicação prática da inteligência artificial no setor produtivo. Um levantamento da consultoria Deloitte citado no comunicado, realizado com 115 executivos brasileiros, aponta que 58% das empresas implementaram, no máximo, 20% de seus projetos-piloto de IA, enquanto 23% conseguiram escalar 40% ou mais dessas iniciativas para a operação regular.

Segundo Pagani, o movimento acompanha uma mudança no relacionamento das empresas com softwares de gestão: “Estamos entregando um software que agora se adapta completamente à forma de trabalho ideal de cada empresa e de cada profissional de vendas. O que importa cada vez mais é a capacidade de o sistema entender o contexto da empresa, acessar seus dados e se adaptar à forma como aquela operação realmente funciona. Estamos saindo de uma era em que as pessoas precisam se adaptar às ferramentas para uma realidade em que o próprio software entende o contexto e a forma de trabalho de cada empresa”, concluiu.

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