
O Fogo Alto é estruturado em etapas estratégicas ao longo de seis meses, conectando startups, operadores, investidores e a indústria. O programa oferece mentorias, oportunidades de negócio e soluções tecnológicas para o setor. As inscrições para o primeiro edital estão abertas até 03 de abril e podem ser realizadas no site oficial da iniciativa.
As startups selecionadas participarão de eventos, como a ANUGA, uma das maiores feiras de alimentos e bebidas das Américas, ampliando sua visibilidade e acesso ao mercado. Para serem elegíveis, as empresas devem ter um MVP validado, demonstrar potencial de crescimento e escalabilidade, possuir uma equipe estruturada e oferecer soluções que resolvam problemas reais dos restaurantes.
O modelo financeiro do Fogo Alto envolve companhias patrocinadoras, startups e estabelecimentos do setor. Patrocinadores como iFood, Zig, Bidfood, Voxline, RATIONAL AG, Unilever Food Solutions e Bom Gourmet investem nos negócios selecionados, que, por sua vez, oferecem gratuitamente suas soluções para aprimorar a gestão, o faturamento, o controle de estoque e o atendimento ao cliente das empresas participantes.
A Bossa Invest, plataforma de venture capital voltada para startups em estágios iniciais e de crescimento, decidiu participar do programa Fogo Alto por considerar uma oportunidade “única de conexão com stakeholders relevantes do setor, como o iFood, e outros players experientes do mercado de foodservice”, afirma Marcelo Trad, analista de venture capital na Bossa Invest. Segundo ele, a participação no programa também permite conhecer e acompanhar de perto negócios promissores, fortalecendo nosso pipeline de investimentos.
As expectativas da Bossa Invest com o programa são identificar e apoiar startups inovadoras que tragam soluções escaláveis e impactantes para o setor de foodservice. “A empresa também busca contribuir ativamente para o desenvolvimento de modelos de negócios sustentáveis, além de oferecer mentorias estratégicas e conexões que agreguem valor ao crescimento dessas startups”, acrescenta Trad.
O setor de foodservice no Brasil está passando por uma transformação acelerada, impulsionada por novos hábitos de consumo, digitalização e demandas por eficiência operacional. “A pandemia fortaleceu a necessidade de soluções inovadoras, como cloud kitchens, otimização de delivery, inteligência de dados para restaurantes e novos modelos de alimentação”, explica o analista. Segundo ele, esse movimento amplia a abertura do mercado para startups que oferecem tecnologia e inovação na experiência do consumidor, otimização de processos e sustentabilidade.
Do ponto de vista de investimentos, o foodservice tem atraído cada vez mais capital de risco, com grandes empresas e fundos de venture capital buscando negócios que tragam ganhos de eficiência, novas experiências ao consumidor e diferenciais competitivos. “O crescimento da adoção de IA e automação também tem sido um fator relevante para o aumento da competitividade no setor”, destaca Trad.
Programas como o Fogo Alto são essenciais para acelerar a inovação no setor de foodservice, pois criam um ambiente de colaboração entre o ecossistema e o setor, facilitando a validação de mercado, o desenvolvimento de produtos e a criação de parcerias estratégicas. “Para startups foodtechs, participar de um programa como esse significa acelerar sua curva de aprendizado, validar hipóteses de mercado e acessar mentorias e conexões que podem fazer a diferença na sua trajetória de crescimento”, explica Trad.
A Bossa Invest já investe em diversas startups do setor de foodservice e foodtech que estão transformando o mercado. Aqui estão alguns exemplos do portfólio:
- Almoço Grátis (Vitória, ES): plataforma que recompensa consumidores com refeições gratuitas em troca de avaliações sobre restaurantes;
- Eats For You (São Paulo, SP): conecta famílias que cozinham em casa a consumidores em busca de refeições caseiras acessíveis. Em 2024, a startup já gerou R$ 1.823.034 em receita e conta com um headcount de 37 funcionários;
- EPOC (São Paulo, SP): software completo para gestão de restaurantes, otimizando processos operacionais e melhorando a experiência do cliente;
- Hubzy (Biguaçu, SC): ecossistema digital para restaurantes com ferramentas para otimização de pedidos e integração com canais de delivery. A empresa gerou R$ 58.240 de receita no Q2 de 2024 e opera com um headcount de 3 funcionários;
- Levilo (Rio de Janeiro, RJ): plataforma focada na redução de desperdício e otimização da cadeia de pedidos para restaurantes.
“Nosso objetivo é continuar investindo e apoiando o crescimento dessas empresas para que possam alcançar novos patamares e consolidar suas posições no mercado”, conclui Trad.
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