quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Como o avanço das fintechs no mercado B2B transforma pagamentos em novas linhas de receita

Paulo Schrank, Head da Operação IP da Idea Maker: "Existe uma mudança importante na forma como o ecossistema se organiza".
Conexão entre plataformas de tecnologia e serviços financeiros permite que empresas incorporem inteligência transacional e novos produtos à jornada do cliente

A integração entre plataformas tecnológicas e serviços financeiros vem redefinindo o modelo de atuação de empresas no mercado B2B. Por meio da expansão das fintechs, a oferta de meios de pagamento deixa de ser tratada apenas como uma etapa de liquidação de transações para se tornar uma porta de entrada para a oferta de produtos financeiros e retenção de clientes na jornada corporativa, de acordo com análises do setor.

A consolidação do conceito de embedded finance (finanças embutidas) tem permitido que empresas cuja atividade principal não é o setor financeiro passem a incorporar soluções de crédito, contas digitais e gerenciamento transacional em seus ecossistemas. Segundo o comunicado divulgado pela empresa Idea Maker, a estratégia viabiliza a abertura de novas fontes de receita e a personalização do atendimento sem a necessidade de desenvolvimento de infraestrutura própria.

No âmbito da atuação entre fintechs, o modelo estimula arranjos operacionais em que diferentes instituições conectam suas especialidades tecnológicas para suprir demandas específicas do mercado. De acordo com Paulo Schrank, Head da Operação IP da Idea Maker, a concorrência no ecossistema passa a coexistir com o avanço de parcerias estratégicas. “A competição continua existindo, mas também cresce a percepção de que diferentes empresas podem se complementar para resolver problemas específicos e entregar uma solução mais completa ao cliente”, pontuou o executivo.

Conforme a empresa, um dos exemplos desse movimento é o módulo Idea+Cash, focado em integrar soluções tecnológicas à infraestrutura de pagamentos, incluindo a participação direta no arranjo do Pix. Em relação a essa estrutura, Schrank ressalta os ganhos operacionais obtidos com a autonomia regulatória e técnica. “A participação direta no Pix representa um avanço importante em autonomia, controle e capacidade operacional. Esse novo estágio fortalece a infraestrutura financeira do grupo e nos prepara para ampliar progressivamente a oferta de serviços Pix para empresas e parceiros”, afirmou o Head da Operação IP.

A transição das ferramentas de pagamento para a oferta de produtos financeiros exige que as empresas alinhem a infraestrutura tecnológica às demandas estratégicas do modelo de negócio. Segundo Schrank, o diferencial para a eficiência da integração depende da entrega de valor ao usuário final. “A integração precisa fazer sentido para o negócio e, principalmente, resolver uma necessidade real do cliente. É isso que transforma uma conexão tecnológica em uma oportunidade de crescimento”, concluiu o executivo.

Compartilhe essa notícia

Entenda o que importa em 10 minutos

Toda notícia de muitos lados e é isso que fazemos na Confluência, trazendo a perspectiva de C-levels, mas também de empreendedores, sobre um mesmo assunto. A assinatura é gratuita, basta se cadastrar abaixo.

Número de assinantes atuais: 40.000