quarta-feira, 09 de setembro de 2026

Edtech Letrus atinge 1,2 milhão de estudantes e projeta consolidação no letramento escolar

Thiago Rached, Fundador e CEO da Letrus: "Nosso diferencial está na forma como enxergamos o processo educacional".
Apoiada pela Potencia Ventures, edtech brasileira utiliza inteligência artificial para auxiliar na correção de textos e reporta avanços em indicadores do Enem em estados parceiros.

A edtech brasileira Letrus, que desenvolve um programa curricular baseado em inteligência artificial (IA) focado na prática de leitura e escrita, alcançou a marca de 1,2 milhão de estudantes atendidos em todos os estados do país, segundo informou a empresa. A startup atua junto aos anos finais do Ensino Fundamental e ao Ensino Médio de redes públicas e privadas.

De acordo com o comunicado da empresa, a solução de IA analisa os textos dos alunos em profundidade, gerando métricas que orientam os próximos passos do professor em sala de aula, ao mesmo tempo em que reduz a carga operacional de correção manual. “Nosso diferencial está na forma como enxergamos o processo educacional: tudo parte do estudante, e tudo volta para ele. É assim que entendemos como o sistema ao redor dele deve se reorganizar para apoiá-lo melhor”, afirma Thiago Rached, fundador e CEO da Letrus.

Fundada em 2015 por Rached e Luis Junqueira, a startup já avaliou mais de 7,5 milhões de produções textuais e foi utilizada por mais de 18 mil professores, conforme os dados divulgados. O crescimento da operação contou com aporte financeiro da Potencia Ventures, grupo de investimentos voltado para negócios de impacto social, que participou da primeira rodada da empresa em 2017. “Apoiamos a Letrus desde o começo pois acreditamos que levar essa infraestrutura a cada vez mais organizações públicas e privadas vai transformar o letramento de toda uma geração e isso reduzirá desigualdades econômicas e sociais no futuro”, declara Itali Collini, liderança da Potencia Ventures no Brasil.

A organização destaca que a ferramenta possui impacto mensurado por avaliações externas. Segundo a empresa, um estudo de 2020 financiado pelo J-PAL (laboratório de pesquisa do MIT) apontou que o uso do programa no Espírito Santo reduziu em 9% a desigualdade entre estudantes de escolas públicas e privadas em cinco meses. A edtech credita à sua metodologia parte do avanço de redes estaduais parceiras nos rankings de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) — citando a manutenção da primeira posição pelo Espírito Santo e a subida de posições de Goiás e Mato Grosso no último ano. A tecnologia da plataforma também foi reconhecida em 2022 com o prêmio ICT in Education da UNESCO, de acordo com a companhia.

Como próximos passos, a Letrus planeja focar na melhoria de sua oferta atual em vez de diversificar seu portfólio. “Mais que ampliar nossa atuação em novos mercados e com novos produtos, buscamos aprofundar o valor e impacto dentro da nossa proposta de valor de evolução da aprendizagem da escrita e leitura junto a redes escolares públicas e privadas”, conclui o CEO da startup.

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