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O que esperar do 2º semestre de 2020 para o ecossistema?

* Por Ana Flávia Carrilo

Quando a pandemia começou lá em março, as perspectivas sobre o cenário de startups era incerta, assim como o período que tudo isso chegaria ao fim. Hoje, quatro meses depois e ainda em um cenário incerto quando as resoluções desse isolamento social, chegamos na metade do ano de 2020 e já temos dados mais concretos sobre tudo que se passou. 

Sabemos que para alguns segmentos este momento foi de crescimento (como logística, educação, e-commerce) e inclusive de novas contratações para esses setores – como é o caso de fintechs e desenvolvedores

Em contrapartida, o cenário trouxe uma mudança de percepção dos empreendedores quanto a espaços físicos de trabalho e empreendimentos neste segmento como coworkings e espaços compartilhados sofreu um pouco mais neste período. 

Um estudo do Coworking Brasil mostrou que nove espaços perderam mais de 15% do faturamento no segundo trimestre de 2020. 40% dos coworkings estão em estado crítico: perderam 75% ou mais do seu faturamento entre abril, maio e junho deste ano.

Mas apesar desses números, os coworkings preveem um crescimento para o segundo semestre e nossas possibilidades de desenvolvimento. Grandes nomes como WeWork e GoWork estão otimistas para novos contratos e reavaliando seus prédios de alto custo e trocando por um andar de coworking mais enxuto.

Se vamos chegar ao fim do ano com um crescimento de 20% no ecossistema de startups como era esperado, ainda não podemos dizer. É importante ressaltar que esse cenário mais otimista está concentrado nos grandes centros e negócios em modelos mais maduros. O real impacto em todo Brasil e nos empreendimentos em fase de ideação e validação, só teremos no final do ano. 

Aqui na Abstartups, nossa missão continua a todo vapor de fomentar o desenvolvimento das startups, agora ainda mais sem barreiras físicas e fomentando as necessidades básicas: seja mapear essas ações (mapeamento de comunidades), recolocação de profissionais (Abstartups Jobs), eventos online (Startup On e CASE Studio), conexão de desafios com grandes empresas (Programas) e benefícios para associados como crédito de até $250 em dólares da AWS (saiba mais). 


Ana Flávia Carrilo é comunicadora por essência, formada em jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Acredita no acesso a informação como forma de transformação social. Atualmente, faz parte da equipe de comunicação da Associação Brasileira de Startups, ajudando no desenvolvimento do ecossistema empreendedor brasileiro.

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