Você se lembra a última vez que entrou em uma banca de jornal? Pois é, há muito tempo ela mantém seu modelo de negócio mesmo com o mercado editorial encolhendo 21% nos últimos três anos e com 77% dos brasileiros lendo notícias pelo celular. Hoje todos os mercados precisam inovar, o que ficou mais claro do que nunca com a crise do coronavírus que impactou o mundo.

Atualmente, são mais de 400 mil bancas por todo o País. Segundo informações do G1, há uma década o número de estabelecimentos cadastrados como “banca de jornal” na Prefeitura de São Paulo era de 3.178. Dez anos se passaram e com a modernização da informação, a visita a uma banca está cada vez menos frequente. Hoje são 2.638 bancas de jornal em toda a cidade, quase 17% a menos que em 2009.

Pensando nisso, o Santander criou uma iniciativa para ajudar os donos de bancas de jornal sem que eles perdessem o core business, o ponto de venda e nem encerrassem sua atividade, respeitando sempre as leis que regem a atividade e a propaganda nesses lugares.

A gente Banca

O Banco, juntamente com o empreendedor, definirá qual atividade pode ser incorporada no local, que vai desde costura, manicure, assistência técnica de celular, florista até chaveiro. Com isso, o banco concederá um microcrédito para que o proprietário possa se capacitar para a nova profissão. Além disso, o Santander promoverá uma reforma estrutural e conceitual da banca, incluindo a instalação de uma tela de LED que poderá ser usada como espaço de mídia, ou seja, será mais uma fonte de renda para o empreendedor.

O microcrédito do Santander é oferecido pelo Santander Prospera Microfinanças e é um microcrédito produtivo orientado, ou seja, há atendimento pessoal do Agente Prospera, o agente de crédito, que possibilita ao empreendedor orientação na gestão de negócios e identificação de oportunidades.

Os limites do financiamento vão de R$ 15 mil a R$ 60 mil, com juros a partir de 2,99% ao mês e prazo de pagamento de até 24 meses. O Santander ainda poderá arcar com um terço da dívida, com a contrapartida de, durante a vigência do contrato, utilizar a tela de LED da banca como espaço publicitário para ações publicitárias do Banco.

A cidade escolhida para dar início a ação foi Curitiba, que assim como em outros centros urbanos, viu as bancas sofrerem com as grandes mudanças no mercado editorial. Quase todas as bancas reformadas continuam funcionando por serem consideradas serviço essencial – ligadas à comunicação -, mas dentro das regras impostas pela prefeitura da cidade: uma pessoa de cada vez e com máscara.

“O projeto começou com um piloto com cinco bancas de Curitiba (PR). Achamos que a cidade tinha muita banca boa, de alvenaria, prontas para reforma. A prefeitura também foi muito receptiva à ideia e em facilitar os trâmites burocráticos para as mudanças. O bacana é que buscamos parceiros locais para fomentar os negócios do local escolhido. Em Curitiba, por exemplo, o escritório de arquitetura foi o Estúdio Pantarolli Miranda”, destaca Igor Puga, diretor de Marketing do Santander Brasil.

As mudanças substanciais aconteceram na parte interna. Cada uma das unidades ganhou um mobiliário exclusivo para abrigar as novas funções e os equipamentos necessários. Armários, cadeiras, provador e outros elementos foram agregados conforme a demanda de cada negócio.

Apesar de ocupar um espaço bem menor, as prateleiras para revistas e jornais receberam nichos de destaque reformulados. Um balcão para comércio de produtos tradicionais de bancas e uma nova iluminação decorativa foi instalada.

Edson Shuppel, trabalha com bancas há treze anos, mas o negócio da família vem há mais de 35 anos. Ele entrou para o projeto do banco e a partir de agora sua banca também oferece assistência técnica de celular. No vídeo abaixo ele conta mais detalhes sobre a iniciatvia:

A próxima cidade já com projetos engatilhados é São Bernardo do Campo (SP). Para mais informações sobre o projeto clique aqui.