* Por RME

Parece um embate. De um lado, empresas afirmam que o e-mail marketing morreu por conta do desenvolvimento das redes sociais; do outro, agências de comunicação batem na tecla da eficiência da ferramenta para o sucesso dos negócios. Qual das duas partes está correta? Depende. Apesar de pesquisas indicarem que uma média de 3,5 bilhões da população mundial encontram-se presentes nas mídias sociais enquanto o uso do e-mail é identificado em uma parcela de 2,9 bilhões da população ao redor do mundo, a ferramenta de marketing digital ainda sai na frente em termos de retorno por investimento (ROI).

De acordo com Victor Popper, CEO e fundador da All iN, unidade de Marketing Cloud da Locaweb, não é à toa que a aposta do mercado corporativo em campanhas de e-mail é de 26%. “O raciocínio é simples. Basta ter em mente que os algoritmos das redes sociais mudam a todo instante. Então, os impactos das ações promovidas nesses espaços são imprevisíveis. Além do e-mail compartilhar dos recursos de qualquer ferramenta online e servir de base de apoio para outros tipo de interação, a iniciativa também permite medir o reflexo das atividades com maior precisão”, comenta o especialista.

Na prática, uma campanha de e-mail marketing vai além do disparo de e-mails. Trata-se de um processo personalizado para entender o comportamento do consumidor a fim de desenvolver um relacionamento mais próximo. Ou seja, trata-se de estratégia! “No marketing digital é fundamental avaliar o momento de negócio da marca, reavaliar os processos a partir da percepção dos resultados conquistados com as ações e definir os próximos passos. Ou seja, é sobre arrumar a casa a fim de conseguir nortear os reais objetivos e alinhá-los às futuras campanhas”, explica o CEO da All iN.

Para quem deseja desenvolver esse olhar estratégico na ferramenta, seguem abaixo dicas essenciais:

Automação

À primeira vista, a automatização parece estar distante de ações estratégicas. Mas, na verdade, trata-se de um recurso que simplifica a iniciativa. Ela permite economizar tempo em processos mais burocráticos, fazendo com que o responsável pelo marketing consiga um espaço na agenda para dedicar-se estudar o negócio a fim de realizar o planejamento das campanhas. Nesse momento, o workflow é um diferencial. A ferramenta desenha um padrão de ações a serem seguidas com foco em alta performance.

Recuperação de Inativos

A atração de novos clientes é uma das metas das campanhas de marketing digital. No entanto, um ótimo caminho de ampliar leads que se alinham com o negócio é reter ou recuperar contatos antigos que já conhecem a marca. Neste contexto, os chamados destinatários inativos podem ser constatados a partir da segmentação de mensagens e textos de valor. O ideal é disparar listas segmentadas a cada três ou seis meses, por exemplo, levando-se em conta os clientes ativos (que clicaram em suas mensagens) e os inativos (que não abriram o e-mail).

Personalização

Para aumentar as chances de gerar abertura de e-mail, o ideal é entregar um conteúdo personalizado ao consumidor. Ou seja, informações relevantes na hora correta. Para que isso aconteça, é necessário identificar traços comportamentais do público-alvo ao ir em busca do “rastro” deixado por cada cliente no histórico de navegação do site da marca. Neste caso, um braço direito do responsável pelas campanhas de marketing são os “gatilhos comportamentais”. O recurso apresenta 20 regras disponíveis com cinco módulos que resultam em 100 combinações de algoritmo de recomendação a fim de impactar aqueles que abandonam o carrinho, fecham a navegação de uma página ou não consomem há um determinado período.