Microsoft, AccentureAvanade lançaram hoje no Brasil um novo modelo tecnológico de “banco inteligente” que se propõe a trazer para a linha de frente de instituições financeiras tendências como mobilidade, redes sociais, nuvem e big data. As aplicações que compõem esse conceito já foram demonstradas em Tóquio, Londres, Paris e Nova York.

Todas as aplicações que compõem esse modelo de “banco inteligente” lançado hoje foram baseadas em tecnologias e plataformas de desenvolvimento Microsoft. A Avanade ficou responsável pela concepção dos sistemas e a Accenture cumpriu o papel de consultora devido à ampla experiência e conhecimento sobre o setor bancário.

A ascensão do modelo de “banco inteligente” acontece em paralelo com outro movimento importante nos bancos. Segundo pesquisa da consultoria IDC, 55% dos executivos de tecnologia de instituições financeiras disseram que tornar a TI mais estratégica seria o principal desafio de suas gestões em 2013. Sob esse contexto, o posicionamento da tecnologia como agente transformador do relacionamento com o cliente ganha força e impulsiona cada vez mais a adoção de modelos de “banco inteligente”.

Os softwares que compõem esse modelo preveem mudanças em dois aspectos principais: a forma como o cliente interage com o banco e também a rotina de trabalho dos funcionários que fazem o atendimento nas instituições.

O aplicativo de reconhecimento facial que emite um alerta para o gerente assim que o cliente entra na agência é um dos aspectos que dão mostras da proposta de inovação feita por Microsoft, Accenture e Avanade nesse projeto. Ao saber que o cliente está na agência, o gerente pode se antecipar para oferecer auxílio em determinada situação ligada àquele cliente, por exemplo. O mecanismo também pode ajudar a definir o perfil do cliente – se é homem ou mulher; jovem ou idoso – e, com base em recursos de big data, direcionar ofertas de publicidade que sejam mais adequadas aos seus interesses.

“O uso inovador das grandes tendências de TI será cada vez mais um agente importante para auxiliar bancos na difícil tarefa de fidelizar clientes e reduzir custos em tempos de competição acirrada baseada na transformação das classes na sociedade brasileira. O nível de exigência dos clientes aumenta bastante e com muito mais velocidade”, afirma Eduardo Salvio, gerente sênior de vendas da Microsoft Brasil.

“Seja com agências digitais ou por meio de outros mecanismos, os bancos já vêm investindo em tecnologia na ponta do negócio. O que muda agora é que ferramentas como as de big data estão possibilitando que as instituições conheçam cada vez melhor os clientes, abrindo caminho para o tão discutido atendimento personalizado e possibilitando um engajamento emocional com os clientes”, diz Marcelo Serigo, CTIO da Avanade.

Para os funcionários responsáveis pelo atendimento, o contato com o cliente e com outros colegas da instituição via redes sociais é outro ponto relevante no modelo de “banco inteligente” projetado pelas três empresas. Não se trata apenas de atingir o cliente por meio desta plataforma, mas também de usá-la como canal para localizar dentro da própria instituição os especialistas que podem ajudar a solucionar com agilidade e eficiência a questão trazida pelo cliente.

O conceito de aplicativos e de interface personalizada – ampliado pelos smartphones e tablets – é outro pilar do modelo tecnológico que visa a atender as atuais necessidades de bancos e de seus clientes. A ideia é que os funcionários de instituições financeiras tenham à disposição softwares que lhes permitam organizar ao seu alcance os apps que lhes são mais uteis no dia a dia e que tornarão o atendimento mais eficiente.