Há uma famosa pesquisa do Sebrae que mostra que, no Brasil, 48% das empresas fecham nos primeiros três anos. É um índice alto e que deixa claro que empreender é algo de risco, e que o empreendedor deve saber falhar também. Há vários e vários motivos para as falhas, mas alguns são mais comuns.

Muitos dos nossos leitores já devem conhecê-los e até mesmo ter cansado de ouvi-los em reuniões, palestras, cursos, etc. Mas é sempre válido relembrá-los e listá-los, como Rahul Varshneya, co-criador da plataforma Foster.Fm, fez para o The Next Web e reproduzimos aqui:

1) Colocar a receita antes dos clientes

É bem simples: a receita vem dos clientes, não o contrário. É claro que ninguém está falando para ignorar as oportunidade de monetizar, é só que elas não devem sempre serem colocadas como prioridade à frente dos clientes. Para Varshneya, fazer as pessoas quererem seu produto é uma tarefa mais difícil que monetizá-lo.

2) Pensar muito pequeno “Não crie um produto que não possa ter uma grande audiência. É claro que você pode começar localmente e expandir depois, mas o seu produto está solucionando o problema de apenas algumas centenas? Sua ideia é escalável para as próximas centenas de milhares?”, questiona.“Se a resposta for não, você está vendendo um item, não construindo um negócio”, diz. Varshneya lembra que é exatamente esse tipo de questionamento que deve ser levado em consideração na hora de validar uma ideia e tentar descobrir qual é o seu mercado.

3) Ser complacente sobre contratações

“Seu produto será tão bom quanto as pessoas que você contratar. Se seu time é medíocre, o que você oferecer também será”. O executivo lembra da importância de contratar pessoas que realmente acreditam na visão de sua startup e vão investir suas carreiras nela. Varshneya defende que, se você sente que fez uma má contratação, não deve hesitar na hora de demitir. “Você não tem todo o tempo e dinheiro do mundo para dar chances às pessoas para se provarem”.

4) Procrastinar o lançamento

“Se você gasta todo seu tempo ajustando e aperfeiçoando seu produto, ele nunca acontecerá”, diz Varshneya. Vale lembrar que o produto evolui muito melhor com o feedback e uso dos clientes do que só com os insights de sua equipe. É por isso que sempre recomenda-se criar um protótipo, um produto mínimo viável, e jogá-lo na mão dos clientes, que mostrarão o que funciona ou não.

5) Falhar em adaptar

“Uma coisa é se adaptar, outra é se adaptar rapidamente. Um empreendedor de startup deve ser rápido em tomar decisões, alterar o curso quando for necessário. Não fique muito preso ao plano inicial”, diz. É claro que isso não significa que você não deve ter rumo e ficar mudando à toa o tempo todo. Por isso, ter princípios e um objetivo claro são essenciais. É uma questão de feeling e bom senso que só o empreendedor poderá perceber.

6) Falham em otimizar recursos

Startups têm recursos limitados. A menos que você tenha recebido um investimento muito generosos. O problema é que muitas startups dependem e só sabem funcionar se forem investidas. “Não escolha o caminho fácil gastando demais com campanhas agressivas de publicidade. Foque em criar uma comunidade de usuários engajados, que irão te pagar para trabalhar a longo prazo e agregarão mais valor ao seu serviço”, aconselha.

7) Marketing “Não estou negando que o produto é importante, mas vários bons produtos falham em alcançar grandes massas que podem fazer uma diferença incrível para sua startup”, diz. “Um bom marketing não requer dinheiro, mais sim muito tempo”, completa.