A startup pinGObox traz para o mercado uma nova solução para caixas de pequenos e médios varejistas e novos estabelecimentos. Será que pega? O produto que é um caixa, é composto por máquina de emissão de cupom fiscal, gaveta para dinheiro, leitor de código de barras e o terminal Pingo, um equipamento que roda o sistema operacional Android e envia relatórios de venda online automaticamente.

O modelo foi trazido dos Estados Unidos pelo administrador Felipe Lachowski, que é o diretor geral da pinGObox. A solução com todos os equipamentos custa R$ 4 mil e a mensalidade fica em torno de R$ 200.

Já existem dez máquina rodando no interior de SP e outras 50 produzidas. O lançamento oficial do sistema ocorreu neste mês e Lachowski falou com o Startupi sobre o sistema, o custo e a experiência da startup. Veja abaixo.

Por que você acha que a pinGObox vai substituir o caixa convencional no Brasil?

Os equipamentos e sistemas que são usados na frente de caixa são os mesmos de 15 anos atrás, com pouquíssimo avanço tecnológico. Na época, a palavra mobilidade mal fazia parte do nosso vocabulário, e hoje não vivemos sem ela. A revolução na frente de caixa está atrasada já, muito por causa da informalidade e regras fiscais e contábeis que inibem a inovação. O que começa a acontecer agora é a atualização do uso da tecnologia para o pequeno e médio varejista, para a massa, e não apenas para os gigantes. Nos EUA, por exemplo, esse movimento já está em ebulição – o conceito de Mobile POS (mPOS).

Por que o usuário tem que pagar mensalidade fixa além do valor dos R$ 4 mil?

A pingobox, comercializada por R$ 4mil, contém os equipamentos que o varejista compra para poder vender. A mensalidade é para o uso do software, são produtos diferentes. Seria como você comprar um aparelho celular, e depois um aplicativo para usar nesse equipamento.

Quantas máquinas já foram reservadas?

Vamos abrir os números no momento certo, mas em menos de um mês do lançamento oficial já estamos com as reservas quase esgotadas – ainda existe muita curiosidade por ser uma novidade, ainda não é um produto de prateleira. Estamos muito animados com a repercussão e feedback que estamos recebendo!

Vocês receberam investimento externo?

O projeto foi criado dentro da criadora de negócios Startup House, e já teve duas rodadas de investimento. Não podemos revelar os valores.

Vocês falam de uma expectativa de faturamento de R$ 5 milhões. Mas até quando vocês esperam alcançar isso?

Até o fim de 2014, o que já é uma meta bem agressiva. Algumas parcerias estratégicas estão sendo negociadas que podem acelerar esse processo, mas não podemos dar um passo maior do que a perna e querer crescer a qualquer custo. Temos que garantir a qualidade no serviço de ponta a ponta antes de pensar em alçar vôos mais altos.

A empresa pretende lançar mais produtos?

Sim, temos novidades para serem lançadas praticamente todo mês, e a priorização desse lançamento são os próprios clientes que estão nos dando. Muita novidade está por vir esse ano.