O casamento entre internet e telefone não é novidade. O que o empreendedor gaúcho Paulo Logemann idealizou, contudo, parece ser bem interessante: o Pligg, uma linha fixa móvel com qualidade (ou seja, você tem um número fixo, porém móvel) e a mais barata do Brasil.

Ele diz que a novidade, que tem seis meses de existência, já vendeu mais de 10 mil unidades. Em comunicado oficial, a empresa afirma que, com o Pligg, “é possível pagar por ligações locais mesmo que esteja do outro lado do mundo”.

Logemann admite, no entanto, que a ideia foi inspirada em um sucesso dos Estados Unidos: o Magic Jack, cuja funcionalidade é similar. Para desenvolver a ideia do Pligg, ele foi à China visitar fábricas. Foram três meses de procura e 50 estabelecimentos manufatureiros visitados – até encontrar um fornecedor que cumprisse a trinca preço, prazo e qualidade.

“Demoramos dois anos para lançar o Pligg. Primeiro fizemos uma análise mercadológica complexa com uma empresa espanhola. Só aí foram dois meses. Depois, na fase de desenvolvimento do equipamento foram mais seis meses”, relata ele. “E depois enfrentamos a parte mais complicada que foi a homologação junto a Anatel. Foram 10 meses de batalha e mais de 10 versões diferentes até que fosse aprovado. Mas tudo isso é compensador. Hoje temos um produto diferenciado e único no mercado brasileiro.”

Funciona assim: ao adquirir o produto, o consumidor paga R$ 99 por seis meses (o valor pode ser parcelado em 10 vezes).

Depois do período de um ano, a renovação é mensal e custa R$ 14,90. “Por este valor, o usuário pode fazer ligações ilimitadas para fixo de qualquer operadora no Brasil e nos Estados Unidos. No caso de ligações para os Estados Unidos, o valor também contempla aparelhos celulares”, diz o comunicado da empresa.

O produto teve aporte (cujo valor não é revelado) de João Cox, ex-presidente da Claro e dono do fundo Cox Investments&Advisory – e que virou sócio-investidor do Pligg. E os planos dessa startup são ambiciosos: já fecharam a venda em gigantes do varejo brasileiro, como o Grupo B2W (Americanas.com, Submarino e Shoptime), além de Walmart, Casas Bahia e Polishop.