Conversei com Linda Paola Lobato, jovem mexicana que passou os últimos anos estudando moda e desenvolvendo projetos que incluem uma marca gerida por presidiários e uma coleção de roupas com uma série de tecnologias embedadas – ela é tímida e contida, mas a conversa me fez sentir muito mais dentro de uma ficção científica do tipo Minority Report.

No momento, ela e dois amigos (um também de moda, o outro engenheiro elétrico) estão acelerando na Wayra, na Cidade do México, a empresa Wearable Machines, contando com uma equipe diversificada para produzir a marca Machina.cc. O produto principal é uma jaqueta tem uma interface digital para instrumentos musicais (MIDI) e pode ser conectada a ipods, ipads, Kinect, Wii e outros aparelhos. DJs e VJs já vem utilizando a jaqueta, mas a empresa já faturou, desde maio, 60 mil dólares com a venda de seus produtos. Entretanto, Linda posiciona: “nossos produtos também são pensados para o público médico, e outros profissionais”.

A primeira vez que a jaqueta foi apresentada ao público foi durante a Campus Party em São Paulo, no ano passado. Possivelmente ainda neste semestre, o Brasil será também o primeiro a receber a loja temporária (pop-up store) da empresa, para demonstração e venda de seus produtos. Isso vai depender de quando eles conseguirem um aporte financeiro de investidores – além do financiamento coletivo que eles estão pedindo no Kickstarter.

Clique no vídeo para assistir à demonstração.

Roupas incluem uma série de sensores e controles que podem ser configurados para diversos tipos de aparelhos, por meio de código aberto.

“Há muito tempo que as pessoas criam máquinas para vestir, ou roupas que são como máquinas. Mas estas roupas nunca foram muito usadas porque não eram funcionais, muito menos fashion ou ajustáveis – e o nosso principal objetivo é que nossas roupas sejam assim”, explica a empreendedora inovadora. “O Brasil é o único país na América Latina que pode compartilhar uma visão do que a próxima tecnologia pode ser, e nós tivemos uma ótima resposta dos brasileiros, foi nossa melhor resposta até agora”, acrescenta. “Queremos nos aproximar de hackers, designers e pessoas criativas em geral”.

Peço licença para encerrar a matéria por aqui para tentar segurar meu cartão de crédito. Não é ficção científica! Veja abaixo um vídeo mucho loco que eles utilizaram em uma campanha por financiamento coletivo que fizeram no ideas.me.