Ontem os envolvidos comemoraram em Recife mais um aporte do Criatec, fundo de capital semente montado com recursos que incluem o BNDES e o Banco do Nordeste. A startup felizarda foi a SiliconReef, que foi incubada no CESAR, venceu o Desafio Brasil 2009 e passou por due dilligence após ser finalista de uma competição do fundo norte-americano DFJ.

A startup, especialista em energy harvesting, já tem protótipo de um microchip que acumula sinais eletrônicos do ambiente, os transforma em energia e os armazena para posterior carregamento de pequenos aparelhos – como telefones portáteis. 

Conversei com Tiago Lins (na foto), um dos fundadores e responsáveis pela Silicon Reef, que nos explicou o momento da startup e o que muda com o aporte:

“As conversas vinham acontecendo há um tempo e tomamos a decisão após o Carnaval. Com os recursos  do Criatec iremos finalizar o desenvolvimento do produto (chamaria da fase de produtização, ou seja, sair do protótipo para o produto)  e alavancar negócios no Brasil e exterior (marketing, vendas, desenvolvimento de negócios). Com a entrada do Criatec, obviamente além dos recursos financeiros, a SiliconReef ganha maturidade organizacional (governança corporativa ), rede de contatos, sócio institucional, abertura de portas. Com relação aos números do investimento e shares, essa informação é confidencial e não podemos divulgar”.