Conversei com Marcelo Macedo, que veio de uma carreira no banco Morgan Stanley e junta-se agora a outros profissionais experientes para tocar o ClickOn: Paulo Humberg (investidor de BrandsClub, fundador de ShopTime, Lokau) e João Ramirez (fundador de Migux).

E o trio brasileiro conta ainda com o apoio dos alemãs Klaus Hommels (com passagens pela AOL Alemanha e pela BenchMark Capital e investimentos no Facebook, no Skype e no BrandsClub) e Oliver Jung (investidor de BrandsClub, Brands4Friends, FashionFriends, KupiVIP).

Junto ao histórico de experiência dessa turma, R$ 17 milhões para levantar o negócio. Sabendo que o ClickOn não é o primeiro portal brasileiro nem de compras coletivas nem de ofertas diárias, por que eles apostam no negócio?

Para o CEO Macedo (na foto), a equipe sólida e ofertas autênticas (“sem espaço para brincar com o público”), são a base para o sucesso. “A ideia é boa e o conceito já foi provado. Nós não viemos com pouca estrutura nem para ganhar um pouco em cima dessa febre, como se fôssemos aventureiros”, posiciona-se o executivo.

A grande oportunidade que eles enxergam na atividade resume-se nessa constatação: “o e-commerce estava tirando o cliente das lojas físicas, a gente leva ele da web para o ponto de venda”. Se a concorrência preocupa? “Os concorrentes de fora estão chegando com muito dinheiro em caixa, mas fazendo na Internet coisas que as pessoas não gostam”, acredita, referindo-se provavelmente inclusive ao tipo de polêmica que o TechCrunch registrou.

Outra parte fundamental para o sucesso do ClickOn recai sobre os representantes comerciais, que são a maioria das 47 pessoas já contratadas. Cada representante vai acabar atendendo um número de municípios próximos. Falando em pessoas, 6 trabalham em tempo integral cuidando da TI, mas o sistema do site foi comprado fora.

O objetivo é que, além de São Paulo, até o final do ano o ClickOn tenha ofertas de Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, Salvador e Fortaleza. “Até agora, nenhuma oferta ficou sem o número mínimo de compradores”, conta Macedo. As ofertas só são ativadas quando um número pré-estabelecido de consumidores efetua a compra – caso contrário, a compra é cancelada. “Temos de fazer uma verificação de que os lugares tem um bom atendimento e um bom produto, este é o critério das nossas parcerias comerciais”.

A clientela é vasta, acredita Macedo. “Tanto empresas grandes ou já estabelecidas podem fazer promoções relâmpago no ClickOn, como empresas pequenas e novas podem se tornar mais conhecidas”, explica o executivo, lembrando que o site só fica com uma pequena porcentagem de cada oferta comprada. O investimento maior feito pelo anunciante é o próprio desconto dado aos clientes.