O que o Governo Federal faz pelas startups brasileiras

Diego Remus em 08 de outubro de 2009

Esta é a pergunta que não quer calar. Afinal, o mundo inteiro conhece o Vale do Silício, mas não um equivalente brasileiro. O Governo tem uma missão muito importante.

Nos Estados Unidos, há centenas de associações de angel investors, fundos de capital e uma cultura consolidada de startups. No Brasil, há 4 associações de investidores anjos, alguns fundos de capital e poucas startups de grande sucesso.

Como o Governo Federal pode impulsionar o desenvolvimento de startups?

Quem respondeu a esta pergunta foi Francisco Elói,  técnico da Secretaria de Tecnologia (ligada ao Ministério de Ciência e Tecnologia). Ouça a entrevista para entender sobre Sibratec, Sepin, entre outros. Se você tiver dúvida ou sugestão, deixe um comentário, pois ele se dispôs a ajudar as startups de todas as formas possíveis – e nós vamos levar até ele.

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Comentários (12)

  1. Fabricio C Zuardi 09/10/2009 às 10:49:16

    Não é papel do Estado.

    A tal “cultura consolidade de startups” a que vc se refere é uma conseqüência de como a livre concorrencia e iniciativa privada funcionam em um país que respeita o capitalismo. Dinheiro público não combina com startups, arriscar com grana de impostos não é arriscar.

    Respondendo a pergunta… O que o Governo Federal deve fazer pelas startups brasileiras? Na minha opinião, nada. Quanto menos fizer melhor.

  2. Marcio Aguiar 09/10/2009 às 14:45:55

    @Fabricio

    Nada? O que o capitalismo tem a ver com a questão do governo auxiliar ou não novos empreendimentos?

    Isso não é jogar dinheiro fora. É fomentar novas empresas para que elas crescam, gerem empregos, movimentem a economia e paguem mais impostos. Se todos pensarem assim vamos continuar no “Vale do Subdesenvolvimento”.

  3. Fabricio C Zuardi 09/10/2009 às 15:11:27

    @Marcio Aguiar
    Sim, nada. Tem a ver que capitalismo não combina com Estados assistencialistas, o mercado e a livre concorrencia funcionam melhor sem a interferência de burocratas.

    Ou vc está querendo me dizer que o Silicon Valley existe graças a mamatas governamentais? Da última vez que conferi HP e Xerox ainda eram empresas privadas…

    Se todos pensassem assim, teriamos talvez mais gente ralando de fato e indo atrás de implementar seus protótipos nas garagens, do que esperando o dinheiro p/ comprar macbooks vir antes p/ depois começar a fazer algo.

  4. Mario Nogueira Ramos 10/10/2009 às 02:38:45

    @Fabricio C Zuardi

    “The Secret History of Silicon Valley” ;-)

    http://www.youtube.com/watch?v=hFSPHfZQpIQ

  5. Fabio Seixas 10/10/2009 às 12:43:49

    Startup virou sinônimo de empresa de tecnologia? A padaria recém aberta é uma startup também.

    O governo só deve incentivar a criação de empresas através de incentivos fiscais e desburocratização, como recentemente fez com a criação do imposto Simples nacional. Deveria fazer mais dessa forma. Mas não acho que o governo deva ser babá de startup. Isso cabe a iniciativa privada (angels, fundos, incubadora, etc). Muitas vezes, escassez de dinheiro é algo bom para uma startup. Isso ensina, força as startups a aprenderem a fazer dinheiro.

  6. Eduardo Peixoto 10/10/2009 às 12:58:54

    O PRIME (http://www.finep.gov.br/programas/prime.asp), é um bom começo. Mas os concursos públicos sulgam do mercado as pessoas com alguma capacidade de inovar!

  7. Leandro Morais 10/10/2009 às 13:47:59

    O governo tem feito alguma coisa para fomentar a inovação e o empreendedorismo. As incubadoras mesmo não sendo públicas muitas vezes são sustentadas pelo SEBRAE ou por alguma FAP ou diretamente por instituições públicas como universidades. Temos o exemplo do prime da FINEP. Não acho isso errado. O governo está investindo em desenvolvimento e crescimento economico. Isso não é assistencialismo.

    O problema que é tudo tímido ainda. Nós (público e privado) não investimos nas startups como em outros países. Não injetamos capital, desburocratizamos o processo, reduzimos os impostos, etc.

  8. Ismael 12/10/2009 às 15:37:50

    O Fábio disse praticamente tudo.

    Se o governo diminuir a carga tributária e burocracia, praticamente não precisa fazer mais nada.

    Talvez uma campanha de estímulo a uma cultura de empreendedorismo. Assim evitaria que as pessoas preferissem cargos públicos como disse o Eduardo.

    Isso é falta de cultura de querer criar o próprio negócio. Desde a infância começamos a ouvir sobre o sonho do emprego público. Conseguir entrar e ficar lá, paradinho para sempre.

  9. Gian Carlo Martinelli 13/10/2009 às 17:17:05

    @fczuardi, fazendo um contraponto: o Vale do Silício só existe hoje por conta dos massivos investimentos em pesquisas armamentistas do governo americano.
    Era investimento com um propósito claro (exterminar os comunistas comedores de criancinhas e inimigos do capitalismo), porém dinheiro dos contribuintes de qualquer maneira.
    Eu acho que vale o incentivo governamental, apesar de que o Estado geralmente erra mais do que acerta quando tenta interferir em assutnos sobre os quais não entende.
    Respondendo a pergunta: acredito que deveriam ouvir mais o que os empreendedores e investidores têm a dizer, investindo mais tempo/dinheiro para solucionar questões como a burocracia, reforma tributária, etc.

  10. Ramon 18/10/2009 às 10:12:31

    Existem diversos paradigmas em nosso país, o primeiro é quando o governo resolve fazer investimentos.. isso geralmente se reflete em alguma moeda de troca lá na frente como um novo imposto sobre o capital investido poderia ser um ótimo contra ponto do governo federal. Eu concordo com o comentárista lá em cima que diz: “Quanto menos se envolver melhor”, nosso país não oferece o mesmo apoio e nunca vai oferece que os EUA oferece para pesquisa e desenvolvimento não só em armamento, mas também em pesquisa e desenvolvimento. É o país que mais investe em desenvolvimento de tecnologia e inovação no mundo, hoje existe até um programa para crianças sairem inovando do primário e patentearem idéias. Aqui além do sérios problemas que existem em orgãos como INPI é quase impossível o mundo levar a sério patentes feitas no Brasil, por isso a maioria opta por através de amigos patentear nos EUA.

    A postura que um país posiciona seus investimentos e prioridades é o reflexo do respeito e admiração que os outros olham seu crescimento e sua sociedade, não adianta comparar Brasil com EUA que ainda falta muita.. mas muita estrada mesmo.. Até lá nada vai mudar muito por aqui, reforma tributária não anima ninguém. A muito tempo que as pessoas aprenderam através da história que o governo nunca vai jogar a favor de “redução de impostos” e sim uma articulação para aumentar a receita. Burocracia é um problema, mas não o principal, o custo Brasil hoje é sem dúvida o maior problema. Hoje consigo viver melhor em um outro país com o mesmo rendimento do que no meu próprio país pelos altos custos do “dia-a-dia”, isso é basicamente o reflexo da inflação que vai continuar nos próximos anos e também do custo desproporcional de vários itens no Brasil, nem sempre a culpa é do governo.

  11. Gian Carlo 18/10/2009 às 13:37:20

    Ramon, concordo com muitos pontos mas: alta inflação como causa do custo do dia-a-dia? Estamos passando, há anos, por um período de inflação controlada e os próximos anos não devem apresentar surpresas…
    O custo desproporcional (acredito que esteja comparando aos custos dos mesmos produtos só que lá fora) é reflexo imediato dos altos impostos e faz parte sim da política pública.
    O país quer inovar mas permanece com tarifas de mais de 100% sobre produtos eletrônicos.
    Se quero fazer pesquisas com um Arduino, por exemplo (produto que não é fabricado aqui no país), preciso desembolsar mais de R$160 enquanto consigo comprar um fora do país por US$30… mesmo levando em consideração frete e câmbio, existe o enorme peso do componente fiscal.
    Se, por outro lado, pretendo fabricar Arduinos em terras tupiniquins, também pago +100% de impostos sobre os componentes eletrônicos.

  12. Ricardo Accioly 30/04/2010 às 14:31:46

    Olá! como faço para discutir um projeto de starup? já estamos com o bussiness plan feito e o projeto inicia a fase de planejamento em maio e desenvolvimento em julho. Para essa 1a parte já conseguimos o investimento, mas precisamos nos capitalizar para as demais áreas.

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