sábado, 03 de outubro de 2026

Estado de São Paulo concentra quase metade das empresas exportadoras do país

De cada 10 empresas brasileiras que exportam, quatro ficam no Estado de São Paulo. São 11.325, o que representa 48,2% das 26.441 companhias de todo o país que vendem para o exterior. É o que diz o estudo “Perfil das Firmas Exportadoras Brasileiras – Um Panorama“, divulgado pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Governo Federal. O documento também mostra que São Paulo tem quatro vezes mais empresas exportadoras que o segundo colocado no ranking nacional, o Rio Grande do Sul, com 2.930.

Destaque para o impacto dessas empresas, a maior parte do setor industrial, na geração de emprego e renda. As companhias que vendem para o exterior representam apenas 1% dos 2,8 milhões de CNPJs ativos no país, mas concentram 15% da força de trabalho. Elas pagam salários até duas vezes maiores que aquelas que atuam apenas no mercado nacional e empregam mais trabalhadores com ensino superior. Além disso, elas contratam mais: a média de colaboradores passa de 200, enquanto as firmas não-exportadoras contam com menos de 50 funcionários.

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“Apoiar o empreendedor que quer exportar representa menos desemprego, mais renda e aquece a economia, além garantir empresas mais competitivas, já que a interação com parceiros internacionais traz novos conhecimentos, melhora a gestão e incentiva a inovação”, diz a gestora do programa Exporta SP, Elisabete Donato. Voltada para a capacitação de empreendedores e produtores rurais de micro, pequeno e médio porte que querem exportar, a iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) está com inscrições abertas para o 2º semestre e deve se aproximar, ainda neste ano, da marca de mil empresas atendidas.

“Queremos cada vez mais apoiar as empresas a crescerem e desenvolverem seus negócios, inclusive internacionalmente. Por isso a importância da capacitação empreendedora do programa ExportaSP e outras iniciativas adotadas com a InvestSP (agência de promoção de investimentos do Estado vinculada à SDE). Isso significa geração de emprego e renda para o nosso Estado, diretrizes do governador Tarcísio de Freitas”, afirma o secretário de Desenvolvimento Econômico, Jorge Lima.

Apesar dos avanços e da liderança de São Paulo, Donato chama a atenção para o fato de que 99% das companhias brasileiras ainda não exportam. Ela aponta a falta de conhecimento principalmente nas pequenas empresas, que geram até 80% dos empregos no país, como um problema. Mas avalia que o Estado tem dado o exemplo de como mudar essa situação: “os empreendedores que participam do Exporta SP chegam com muitas dúvidas sobre marketing, preço, logística e contratos internacionais, entre outros temas. Mas, com orientação de especialistas, uma de cada cinco empresas começa a exportar já durante a capacitação, que tem duração de quatro meses”.

Escritórios internacionais em São Paulo

Além da capacitação dos pequenos negócios para exportação, a estratégia do Governo de SP para fortalecer e incentivar o comércio exterior passa pela conquista de espaço para as empresas paulistas nas principais economias do mundo, que se mostraram mais abertas ao Brasil nos últimos anos – o estudo mostra que, entre 2018 e 2020, disparou o número de companhias do país que negociam com China (+24%), Estados Unidos (+21%) e Europa (+16%).

O Estado já mantém escritórios internacionais nas três regiões, além dos Emirados Árabes, um dos principais hubs de comércio do mundo. Administrados pela InvestSP, eles atuam para atrair investimento estrangeiro e apoiar empresas de São Paulo, de qualquer porte e setor, que querem exportar, além de realizarem missões internacionais – só neste ano foram oito, com a projeção de aproximadamente R$ 170 milhões em negócios gerados.


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