segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Brasileira Draiven vence premiação global de IA e dados em Taiwan

Na premiação, Seth Selbaraju, CEO da IHeal Health e Maurício Honorato, CEO da Doutor-AI, com a equipe da Draiven: Carlos Schmiedel (CEO) e Lucas Galvanini (Diretor de Operações Internacionais).
Startup com menos de um ano de operação conquista o WITSA Global AI Awards 2026 e projeta expansão internacional a partir de Lisboa.

A startup brasileira Draiven foi reconhecida como a principal solução de inteligência artificial voltada à gestão de dados no WITSA Global AI Awards 2026, realizado nos dias 1º e 2 de setembro em Taipei, Taiwan. A empresa venceu a categoria AI for Data durante o WITSA Global AI Summit 2026, evento promovido pela World Innovation, Technology and Services Alliance (WITSA) em parceria com a Taiwan Innovative Software and Services Association (TISSA). O Brasil também teve a startup Doutor-AI premiada na categoria AI Entrepreneurship.

Com menos de um ano de atividade e uma carteira que supera 50 clientes corporativos, a Draiven desenvolveu uma plataforma que conecta modelos de inteligência artificial diretamente às fontes de dados primárias das empresas — como sistemas ERP, bancos de dados, APIs e planilhas. De acordo com a empresa, a arquitetura permite processar análises em linguagem natural sem a necessidade de migrar ou armazenar todo o volume de informações em uma nova infraestrutura centralizada.

Fundada por ex-executivos das empresas Predify e Raccoon, a startup captou mais de US$ 350 mil em créditos de infraestrutura em nuvem por meio de programas de apoio de parceiros tecnológicos como NVIDIA, AWS, Google e Microsoft Azure. Segundo o comunicado da organização, esses recursos foram direcionados ao desenvolvimento técnico e à escalabilidade do sistema, que utiliza agentes de contexto dinâmicos para otimizar o uso de processamento computacional.

No aspecto técnico, a plataforma foi projetada para atuar diretamente na origem dos dados corporativos, integrando mecanismos de governança, rastreabilidade e auditoria de acessos. De acordo com a companhia, o modelo visa atender a requisitos de compliance, segurança da informação e privacidade previstos nas legislações vigentes, permitindo a consulta a ativos sensíveis com menor exposição a riscos de movimentação de dados.

O CEO e cofundador da Draiven, Carlos Schmiedel, destacou o impacto do prêmio para a estratégia da companhia. “Receber um reconhecimento global justamente na área de dados tem um significado especial para a Draiven. Desde o início, acreditamos que o verdadeiro valor da inteligência artificial para as empresas surge quando conseguimos conectá-la ao contexto e às informações reais do negócio. Estar entre iniciativas reconhecidas internacionalmente mostra que a tecnologia que estamos construindo no Brasil tem capacidade para competir e gerar impacto em escala global”, avaliou o executivo.

Após a premiação e a participação no WITSA International Match Day, a Draiven iniciou a execução de seu plano de internacionalização para os mercados das Américas, Europa e Oriente Médio. Como primeiro passo da expansão externa, a startup estabeleceu uma sede em Lisboa, Portugal, após ser selecionada no programa de aceleração da incubadora Unicorn Factory Lisboa.

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