sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Biosolvit adota modelo de franquias para descentralizar soluções de saneamento industrial no Brasil

Guilhermo Queiroz, CEO da Biosolvit: “O Brasil possui dimensões continentais que impõem desafios culturais e logísticos complexos para uma venda técnica corporativa de alto valor agregado".
Com faturamento de R$ 70 milhões, empresa utiliza modelo Water as a Service (WaaS) para acelerar expansão regional e estruturação corporativa.

A companhia de tecnologia ambiental Biosolvit anunciou o lançamento do modelo de Biofranquias para expandir a comercialização e a operação de suas soluções de saneamento e tratamento de água no mercado brasileiro. A iniciativa visa descentralizar a atuação comercial do grupo — que registrou faturamento de R$ 70 milhões em 2025 e projeta atingir R$ 700 milhões nos próximos anos — como parte da preparação de sua estrutura corporativa para uma futura oferta pública inicial de ações (IPO).

O modelo de expansão adota a divisão territorial por códigos de área (DDD) e já estruturou unidades iniciais em praças como Rio Grande do Norte (DDD 84), Volta Redonda (DDD 24), Oeste Paulista (DDD 14) e Rio de Janeiro (DDD 21). Em grandes centros urbanos, a exemplo de São Paulo (11), Rio de Janeiro (21) e Belo Horizonte (31), o planejamento prevê a atuação simultânea de até três franqueados operando vertentes distintas no mesmo território.

“O Brasil possui dimensões continentais que impõem desafios culturais e logísticos complexos para uma venda técnica corporativa de alto valor agregado. Se pegarmos um gaúcho e o colocarmos para vender no Norte, ou trouxermos alguém do Norte para o Paraná, o choque cultural e de expressão é sempre desafiador. O modelo de Biofranquias elimina essa barreira porque o nosso franqueado na ponta pertence àquela realidade local, o que acelera o interesse mútuo de crescimento. Além disso, a descentralização nos dá um deslocamento logístico extremamente favorável, garantindo que o cliente final receba suporte técnico em um prazo inferior a 24 horas”, afirma Guilhermo Queiroz, CEO da Biosolvit.

A fase inicial de implementação das unidades foca na vertical Bio Water Care, voltada para o monitoramento em tempo real da qualidade da água, correção automatizada de parâmetros e emissão de relatórios para órgãos reguladores via inteligência artificial. O formato comercial baseia-se na modalidade Water as a Service (WaaS), na qual clientes industriais e empreendimentos imobiliários contratam uma assinatura mensal para a gestão e manutenção do tratamento de efluentes, em vez da aquisição direta dos equipamentos.

“O core business de uma indústria de alimentos ou de fertilizantes não é monitorar e produzir água de qualidade. O objetivo das Biofranquias é vender a arquitetura completa da solução, a instalação, a manutenção e a operação da estação de tratamento de efluentes, deixando o cliente final livre para atuar no foco principal dele, sem preocupações com a água”, complementa Queiroz.

Além de atender plantas industriais, o modelo busca capturar demandas em condomínios residenciais e comerciais afastados dos centros urbanos que necessitam gerenciar estações de tratamento e elevatórias de forma autônoma. A operação das franquias é gerida de forma integrada pelo software proprietário WeBio, centralizando o CRM e o Centro de Controle Operacional (CCO).

Para mitigar os riscos iniciais dos primeiros parceiros da rede, a empresa adotou um modelo de concessões experimentais. O investimento inicial estimado por território é de R$ 760 mil, cobrindo infraestrutura técnica, equipe e capital de giro para o primeiro ano de operação. Conforme a maturação da rede franqueada, o grupo prevê a inclusão das demais verticais de negócios da holding no portfólio das unidades, como remediação ambiental (Bio Response), filtros (Bio MPF), supressores de poeira (Bio Dust Control) e jardinagem sustentável (Bio Home Garden).

Compartilhe essa notícia