sexta-feira, 16 de outubro de 2026

The Cursed Company aposta no uso de IA e direção humana para reduzir prazos na criação audiovisual

Rafael Oli e Otávio Tranchesi, fundadores da The Cursed Company: aposta da tecnologia no audiovisual.
Fundada em 2026, a produtora brasileira The Cursed Company combina modelos generativos e pós-produção tradicional com promessa de acelerar entregas em até seis vezes.

Fundada em 2026 pelos executivos Rafael Oli e Otávio Tranchesi, a produtora brasileira The Cursed Company estruturou seu modelo de negócios na integração entre ferramentas de inteligência artificial generativa e etapas tradicionais de pós-produção, design e edição. Com o objetivo de atender demandas corporativas e publicitárias, a empresa projeta reduções no tempo de produção de materiais audiovisuais em relação aos métodos convencionais, mantendo a supervisão e a direção criativa sob responsabilidade humana.

Conforme comunicado divulgado pela empresa, a metodologia da produtora combina softwares generativos de imagem e áudio a programas de edição, roteirização e tratamento visual. De acordo com os fundadores, o modelo operacional permite que determinados projetos sejam concluídos em prazos até seis vezes menores do que os registrados no fluxo tradicional — reduzindo etapas de seis semanas para cerca de sete dias, ou até 24 horas, a depender do escopo e das aprovações exigidas pelo cliente.

A criação da companhia é fruto da união entre as trajetórias dos dois sócios. Otávio Tranchesi acumula passagens pelas áreas de marketing, vendas e gestão em empresas como Easy Táxi, SINGU, Magnetis e PicPay. Já Rafael Oli atua na interface entre design e tecnologia, com experiência no setor publicitário e em empresas como Pagar.me, SINGU, Wildlife Studios e Hash, onde desenvolveu fluxos de trabalho aplicados à inteligência artificial.

“Percebemos que havia uma oportunidade entre a produção tradicional e aquilo que começou a ser chamado genericamente de produção com IA. A ideia nunca foi simplesmente usar uma plataforma para gerar um vídeo, mas construir uma produtora que incorporasse essa tecnologia a um processo criativo completo”, afirmou Tranchesi.

A tese comercial da produtora busca mitigar gargalos operacionais e financeiros comuns do mercado audiovisual, como altos investimentos e longos períodos de produção. Segundo a avaliação da empresa, a redução no tempo de desenvolvimento permite que as marcas testem diferentes linguagens e formatos com menor atrito orçamentário.

“Não é apertar um botão e esperar a IA entregar o vídeo. Existe roteiro, personagem, ambiente, som, ritmo, edição e uma série de decisões ao longo do caminho. A inteligência artificial amplifica nossa capacidade, mas quem dirige o processo continua sendo o profissional criativo”, ressaltou Oli.

De acordo com o comunicado da empresa, embora a publicidade seja um dos focos de atuação, os primeiros projetos da Cursed abrangem conteúdos voltados à comunicação interna, recrutamento, vendas, apresentações B2B e fortalecimento de marca. Após realizar os primeiros trabalhos para clientes no exterior, a produtora direciona sua estratégia de expansão para o mercado brasileiro, prevendo a contratação de profissionais para compor a equipe técnica e criativa.

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