quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Parceria entre Wellon e UEFS valida uso de inteligência artificial para prever absenteísmo em consultas médicas

Sede da Universidade Estadual de Feira de Santana, na Bahia, parceira da Wellon em aplicação de IA.
Pesquisa aplica modelos preditivos para mitigar faltas na agenda do setor de saúde e otimizar a eficiência operacional de hospitais e clínicas.

A healthtech Wellon e a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) firmaram uma parceria de pesquisa para aplicar inteligência artificial na redução do absenteísmo em consultas médicas. A cooperação científica, conduzida neste semestre, utiliza modelos preditivos desenvolvidos pela empresa para mapear o comportamento de pacientes e diminuir em até 50% o volume de faltas não notificadas, além de estimar um incremento potencial de até 25% no faturamento de instituições de saúde. De acordo com os dados apresentados, a ociosidade decorrente de faltas consome entre 20% e 30% da capacidade das agendas médicas no país.

O estudo centra-se na avaliação do sistema Wellon Pulse, tecnologia de aprendizado de máquina (machine learning) que analisa a jornada dos usuários para antecipar o risco de não comparecimento e sugerir o preenchimento preventivo de horários por especialidade e turno. Conforme o comunicado da empresa, a solução atende mais de 1.000 unidades de saúde, operando em uma base que conecta 2 milhões de pacientes por mês e alcança taxa diária de confirmação de agendamentos superior a 80%. A proposta do modelo é otimizar o fluxo de atendimento sem exigir ampliação de quadro funcional ou da infraestrutura física instalada.

Segundo a organização, a validação acadêmica visa testar a eficácia dos algoritmos em cenários operacionais reais. Para o CEO da Wellon, Eduardo Nunes, a integração com o ambiente universitário traz rigor metodológico às soluções oferecidas ao mercado. “Desenvolver inteligência artificial preditiva em saúde exige formular hipóteses, realizar experimentos e medir resultados. A universidade nos fornece o método científico e pesquisadores de ponta para garantir que a inovação entregue impacto real e mensurável antes de ir ao mercado”, afirma o executivo.

Além do módulo preditivo, a infraestrutura da startup inclui a assistente conversacional Letícia, voltada à interpretação de dados não estruturados, como imagens de pedidos médicos enviadas por pacientes. De acordo com o executivo, a automação do fluxo busca reduzir erros de digitação manual na recepção dos atendimentos. “A IA precisa compreender o contexto para evitar falhas de transcrição que geram riscos na assistência. Nosso foco é usar a tecnologia para automatizar processos de forma segura, mantendo os controles humanos necessários”, conclui Nunes.

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