terça-feira, 22 de setembro de 2026

Internet das coisas promete mudar sua casa e sua saúde

Um encontro ontem na agência Flag reuniu ideias de negócios sobre Internet das coisas (IoT de Internet of Things, em inglês). No total, quatro empresas  apresentaram produtos que desenvolveram com a tecnologia. Duas empresas, a Orion Digital e a Carenet, apresentaram produtos voltados para saúde, a ICELAND 2nd Nation apresentou os produtos desenvolvidos para campanhas de publicidade e a Dev Tecnologia apresentou placas que são aplicadas em gestão de energia e podem ser comercializadas para outras empresas que queiram desenvolver produtos de Internet das coisas.

Uma das grandes discussões do evento foi o potencial da Internet das Coisas. Os projetos consistiam em produtos que se interconectam e geram informação. A Carenet, por exemplo, apresentou um clipe para acompanhar sua saúde, uma combinação de hardware e software que você leva com você: o hardware em formato de clip e o software em formato de aplicativo. A Orion Digital apresentou um controle de temperatura para ambientes hospitalares que já é comercializado. A Dev apresentou soluções em placas e já anunciou que seu sistema de gestão de energia para prédios comerciais também já foi vendido para algumas empresas.

Internet das coisas é a possibilidade de ligar produtos para melhorá-los e gerar informação a partir deles. Para citar um exemplo, a solução de placas da Dev pode ser usada em lâmpadas na cidade inteira. Isso poderia informar autoridades imediatamente quando uma lâmpada queimasse, quando uma lâmpada fosse indevidamente acesa durante o dia, etc. O Startupi falou de um outro exemplo de Internet das Coisas na semana passada.

Carenet

Hoje, vamos falar principalmente da Carenet, que já tem um produto desenvolvido para o consumidor. A apresentação do produto foi feita pelo CEO da empresa Immo Oliver, um suíço que vive no Brasil há cinco anos. A função principal do clip da Carenet é monitorar o sono e movimento (veja abaixo).

O clip da Carenet
O clip da Carenet

Immo diz que o produto começa no bem estar, mas tem pretensão de migrar para a saúde. Questionado sobre o quanto o item estimularia a automedicação, Immo diz que não é um sistema que pretende curar doença e sim fazer a manutenção da sua saúde. “É um espaço que já é dominado pela automedicação, mas a automedicação sem informação”, diz o CEO.

E a privacidade? Immo afirma que a empresa segue o HIPAA como parâmetro. “O Hippa é um portfólio de regras e leis para toda a parte de saúde: dados, médicos, hospitais e etc. Usamos como referência para definir as regras para os brasileiros também”, diz.

O Brasil não possui legislação específica para uso de dados sobre saúde e o órgão americano garante alguns termos para os usuários.  Immo diz que também usa como parâmetro regras da União Europeia, mas afirma que a preocupação do valor dos dados que pode reunir (a forma física, hábitos e predisposição para doença dos usuários, por exemplos) ainda não é prioritária. “Depois de pegar dados por três, quatro meses, já posso compará-los e tirar alguma informação. Por enquanto, não”, conclui.

O Carenet será o primeiro monitor de saúde produzido no Brasil. O empreendedor pretende lançar oficialmente o produto em até quatro semanas. O aplicativo será gratuito e o clip custará R$ 199.

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