Por Radamés Martini, diretor executivo da SocialBase, empresa que desenvolve soluções para comunicação interna.

Vivemos um momento de mudança na cultura organizacional e do perfil dos líderes das companhias, os CEOs. Mas ainda hoje, na segunda década do século XXI, algumas empresas gerenciam suas equipes como era feito há 100 anos, nos tempos do fordismo, com um chefe que só pensa em produzir mais e colaboradores que apenas prendem parafusos e moldam latarias na linha de produção. O que motivou a mudança desse paradigma industrial foi o desenvolvimento das ciências da Administração e, principalmente, a tão falada inovação. Para ter sucesso, é preciso pensar diferente. E para fazê-lo, é preciso ter um bom líder e uma equipe empreendedora.

Para uma empresa ser inovadora, é preciso estimular a geração de novas ideias e projetos internos. Isso só surge em organizações com líderes autênticos, que inspirem os colaboradores, criando um senso de colaboração dentro da equipe. O especialista Malcolm Gladwell deixa isso bem claro em seu livro “O ponto da virada”: os líderes devem ser, essencialmente, colaborativos e precisam ouvir o máximo de pessoas possível, conhecer diferentes visões e diferentes culturas.

O austríaco Peter Drucker, considerado o pai da gestão de empresas moderna, acredita que um líder deve apontar o caminho a se seguir nos momentos mais turbulentos. Ainda segundo Drucker, o segredo da liderança partilhada é “saber em que situações deve agir como chefe e em que situações atuar como parceiro”.

É por isso que vemos tantas startups de sucesso. As inovações que elas criam só surgem em um contexto colaborativo, com líderes que sabem estimular as competências dos colaboradores. Isso se aplica também às grandes empresas que reconheceram as limitações da gestão tradicional e apostaram em meios mais modernos de tocar o dia a dia da empresa. O papel do líder, em detrimento do chefe, é cada vez mais importante. Ele é o responsável por transformar cada colega em um CEO, com pensamento analítico e estratégico, com olhar de especialista e preocupação com o futuro da empresa.