Lojistas e comerciantes estão oficialmente convidados a participar do Código de Ética do Black Friday no Brasil. A medida vem para evitar a maquiagem de preços que alguns comércios praticam durante a data – e dar mais subsídios aos consumidores para que tenham salvaguardas contra possíveis práticas abusivas durante a promoção. O código pode ser acessado aqui.

Data tipicamente americana, o Black Friday acontece no Brasil desde 2010 a fim de estimular o comércio eletrônico e fornecer ao consumidor descontos generosos. Em 2013, a megapromoção do varejo on-line vai acontecer no dia 29 de novembro – não foram divulgadas expectativas de faturamento nesta edição.

“Temos que nos livrar do estigma de ‘Black Fraude’, até porque a maioria das empresas não comete irregularidades; estamos aqui para acolher a maioria das empresas que não adotam essa prática, com o intuito de ajudar toda a cadeia que trabalha com comércio eletrônico”, explicou Ludovino Lopes, presidente da camara-e.net em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira.

Foi a camara-e.net, aliás, que ficou responsável pela autorregulamentação do Código de Ética que, por sua vez, não é mandatório. As lojas virtuais que aderirem ao texto se comprometem a anunciarem ofertas reais no Black Friday – e terão um selo de garantia para dar credibilidade à promoção.

No caso de a empresa não cumprir o acordo, a mesma poderá sofrer uma suspensão temporária; cassação do direito de utilização do Selo Black Friday Seguro; suspensão para o próximo Black Friday; e até mesmo exclusão total da ação. A regulamentação será válida para o site oficial da ação, que deve reunir ofertas de cerca de 120 lojas virtuais.

“A ideia é dar uma proteção para o consumidor. Somos parceiros do ReclameAqui, que terá um canal dedicado para denúncias de consumidores. O selo vai dar legalidade e confiança para as empresas”, afirmou Pedro Eugenio, CEO do Busca Descontos – site que trouxe o Black Friday para o Brasil.

Eu perguntei a eles se reclamações dos consumidores que geraram a “lista negra” do Procon, conforme noticiamos aqui, seria levada em conta. Ludovino Lopes disse que, embora estejam antenados com o que acontece no mercado, a associação não vai usar esse tipo de artifício. “Um comércio que errou pode se redimir e atuar corretamente com o consumidor nesta edição do Black Friday”, declarou.