Quase metade, ou 44% das empresas ligadas Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes) não conhece o suficiente as fontes e os programas para inovação e fomento disponíveis para o setor no país.

O universo pesquisado corresponde a 312 empresas, ou cerca de 32% de todos os associados da entidade. Os dados foram compilados pela entidade em parceria com o grupo IDC (International Data Corporation).

Durante os meses de agosto e setembro de 2013, a Abes realizou uma pesquisa entre seus associados em todo o país sobre Recursos para Inovação e Fomento, com o objetivo de levantar qual a percepção das empresas do setor de software e serviços de TI sobre estes mecanismos de apoio aos negócios.

Das 174 empresas que declararam conhecer esse tipo de incentivo, apenas 44 informaram utilizar ou ter utilizado alguma linha de crédito para inovação e fomento. Esse número representa apenas 14% de todas as empresas entrevistadas.

“Esse resultado demonstra claramente que ainda existe uma grande necessidade de divulgação das entidades gestoras desses recursos para estimular e atrair as empresas para adoção esses instrumentos de apoio”, comenta Jamile Sabatini Marques, diretora de Inovação e Fomento da ABES.

Dentre as soluções que os entrevistados afirmam já ter utilizado aparecem os da Finep com 47% de beneficiados; FAP (Fundos de Amparo à Pesquisa), com 15%; BNDES, com 13%; CNPq, com 7%, BRD (Bancos Regionais de Desenvolvimento), com 8% e recursos de Incentivo Fiscal, com 4%.

A falta de conhecimento sobre essas fontes de incentivo foi a principal razão apontada por 56% das empresas que afirmaram nunca terem se beneficiado. Como segundo motivo, as empresas citaram que tentaram obter o apoio, mas não tiveram êxito. Em terceiro lugar, apontaram como o item “ outros”, que se enquadram nas seguintes razões: utilizam recursos próprios; burocracia; garantias incompatíveis; processo demorado; falta informação dos gestores das linhas e falta de equipe interna.

A entidade afirma que 86% das empresas associadas à Abes são micro ou pequenas, em um mercado que cresceu 26,7% em 2012.