O faturamento do comércio eletrônico no Brasil durante o primeiro semestre chegou à cifra de R$ 12,74 bilhões, o que representa um aumento de 24% em relação ao mesmo período de 2012. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (21) em relatório feito pela consultoria E-Bit.

Segundo o documento, de 1º de janeiro até 30 de junho, 35,54 milhões de pedidos foram feitos via internet, quantidade 20% maior, se comparada à mesma época do ano anterior. O tíquete médio das compras online cresceu 4%, ficando em R$ 359,49.

Em comunicado, a E-Bit informa que a categoria moda e acessórios, que já vinha ganhando posições no ranking das mais vendidas, se consolidou na primeira posição (13,7%). Já os eletrodomésticos ficaram em segundo lugar (12,3%), seguidos por cosméticos, perfumaria, cuidados pessoais e saúde” (12,2%), informática (9%) e livros/assinaturas e revistas (8,9%).

Os números registrados no primeiro semestre contribuem para manter previsões positivas para todo o ano de 2013, que deve chegar ao final com um faturamento de R$ 28 bilhões, o que representa um crescimento nominal de 25% em relação ao ano passado, quando o setor faturou R$ 22,5 bilhões.

O mais legal é que a penetração da classe C fica evidente: ao analisar escolaridade e renda familiar, pessoas com ensinos fundamental e médio são maioria (46%). Já no quesito renda, a faixa mais relevante é a de pessoas com ganhos de até R$ 3 mil (58,62%).

Em junho, o número total de consumidores que já fizeram ao menos uma compra por meio do comércio eletrônico chegou a 46,16 milhões. Até o final do ano mais 4,9 milhões de pessoas devem começar a consumir pela internet, somando um total de 51 milhões de compradores online.

De acordo com os dados, são vários os fatores que levam o consumidor a comprar via internet, entre os mais relevantes para a decisão de compra, estão elementos que permitam economizar, como a oferta de frete grátis: 58% das pessoas comprariam mais pela internet se houvesse maior disponibilidade de entrega gratuita.