Na tarde desta quinta-feira, o Ministro de Ciências, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp, lançou em São Paulo o programa Start-Up Brasil, iniciativa integrante do Programa TI Maior. “Viemos para ficar, nossa política de ciências, tecnologia e inovação é um compromisso de Estado, não de governo, e é classificado como estruturante, ou seja, não tem peso apenas em um setor, mas também nos outros”, posicionou. “Acreditamos que o programa para startups de base tecnológica sirva como modelo para outros setores da indústria”, acrescentou.

O governo vai destinar Bolsas RHAE (Programa de Formação de Recursos Humanos em Áreas Estratégicas) no valor de R$ 200 mil para cada uma das 40 startups, que serão selecionadas a partir de segundo edital, a ser disponibilizado em março – as aceleradoras não ficarão com dinheiro. Estrangeiros poderão competir. Durante a coletiva de imprensa, o secretário de Política de Informática do MCTI, Virgilio de Almeida informou que o COO do programa será Felipe Matos, personagem recorrente aqui no nosso site por causa do programa itinerante de aceleração Startup Farm.

Com o intuito de acelerar o desenvolvimento de empresas nascentes de base tecnológica,o Start-up Brasil, que se iniciará com o foco em empresas de software e serviços, compreenderá a estruturação de uma rede de mentores e investidores, financiamento para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P,D&I), consultoria tecnológica e de mercado, infraestrutura, parcerias com universidades, institutos de pesquisa e incubadoras, articulação com grandes companhias nacionais e internacionais, além de programas de acesso a mercado e compras públicas.

Assim, a ação tem como objetivo alavancar a aceleração de um número crescente de start-ups a cada ano, colocando no mercado local e internacional novos produtos e serviços inovadores, conectando nossas empresas de base tecnológica em contato com tendências e mercados globais, bem como construir uma parceria governo e iniciativa privada para a geração de um ecossistema favorável ao empreendedorismo de base tecnológica. A meta é acelerar 150 start-ups de software e serviços de TI até 2014, sendo 25% de start-ups internacionais localizadas no Brasil.

Confira os critérios de seleção das aceleradoras e outras informações apresentadas pelo secretário de Política de Informática do MCTI, Virgilio de Almeida – no vídeo e nos slides abaixo.

O edital vai estar disponível a partir desta sexta-feira no portal do MCTI e visa a selecionar até seis aceleradoras  – “empresas que, para além das incubadoras, cumprem o papel final de introduzir novos produtos no mercado”, nas palavras do secretário de Política de Informática do MCTI, Virgilio Almeida, que apresentou o funcionamento do programa.

Confira no vídeo o discurso do Ministro Raupp.

 

Confira no vídeo entrevista com o gestor governamental de Software e Serviços de TI, Rafael Moreira, e o COO do Startup Brasil, Felipe Matos.

Conversei com o presidente da Microsoft Brasil, Michel Levy, e com o diretor da Microsoft Participações, Franklin Madruga Luzes Junior, que contextualizaram sobre o momento de articulações entre governo, academia, corporações e outros agentes. “Estamos viabilizando a estruturação de uma aceleradora no Rio de Janeiro, mas não seremos majoritários nem donos, portanto não é uma aceleradora da Microsoft em si, mas de vários participantes. Queremos também implementar aceleradoras em outras regiões”, declarou Franklin.

Para o secretário Virgilio, isto não significa que esta aceleradora seja uma favorita no processo de seleção, mas é um exemplo de como a iniciativa Start-Up Brasil, ao mesmo tempo em que se inspira em benchmarkers internacionais (aceleradoras no Vale do Silício e em outras regiões), também ajuda a estimular o mercado como um todo em direção à inovação de base tecnológica aplicada como negócio em várias indústrias.