Houve reclamações na web de que algumas pessoas teriam manipulado o “swarm do SOPA” (protesto espontâneo massivo), acalmando os protestos para o governo ganhar tempo, etc. Volto ao assunto porque fui um dos primeiros no Brasil – ou poucos – a anunciar ontem que 1) a audiência para votação da lei  norte-americana de propriedade intelectual PIPA tinha sido adiada, 2) que o governo considerou remover a cláusula que trata do bloquei de DNS e 3) que alguns membros do governo (especialmente o Líder do Comitê de Reforma) estão propondo um projeto alternativo chamado OPEN Act, que vem sendo redigido colaborativamente.

Pra quem gosta de liberdade, verdade e polêmica, aqui vai um prato cheio.

Imagem do prato de sopa: mzacha (SXC)

Pelo que diversas fontes relataram – e diversas pessoas conseguiram ver – o número de manifestações foi incrível. Vários grandes sites internacionais fizeram apagão ou ao menos deram links para explicar e conscientizar as pessoas sobre a importância dessas leis. Inclusive aqui, dei os links oficiais dos comunicados, dei link para contribuir redigindo o projeto colaborativo OPEN Act, fui ligeiramente parcial a favor dos livres a abertos. Gerei enquete.

Resultado da enquete até o momento:

Então, se alguém desistiu de manifestar porque eu dei informação + incentivei manifestar, então me desculpem, eu realmente ainda não sei como isso pode significar que manipulei as coisas.

Acredito é que, em um único dia em que a votação estava prevista mas foi cancelada porque os votantes estão de férias, qualquer mil brasileiros a mais podem não fazer tanta diferença – e isso não é pessimismo, é realismo, o mesmo realismo que nos faz acreditar que dá pra fazer a diferença.

Ainda temos de nos ocupar com a questão!

 

O que pode fazer muita diferença é:

  • ajudar a redigir a lei alternativa OPEN Act;
  • enviar emails para os governantes;
  • parar de votar com o bolso nas empresas que apóiam – e causaram – as leis;
  • pressionar as empresas que apóiam as leis que não aprovamos;
  • ajudar as pessoas a aprenderem como se faz negócios inovadores sustentáveis (até porque tudo se trata de cuidar do desenvolvimento, não de impedir o desenvolvimento;
  • parar de reclamar de quem faz essas coisas positivas (como auxiliar no desenvolvimento alternativo).
Não é um mea culpa. É mais uma contribuição ;)
Imagem que circulou: