A pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor) é realizada no exterior desde 1999. Chegou ao Brasil em 2000 por meio do Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP).

Em 2001, passou a contar com a participação do Sebrae. A GEM tem entre suas finalidades avaliar, divulgar e influenciar as políticas de incentivo ao empreendedorismo no Brasil e no mundo. Sessenta países participaram do estudo em 2010.

Para compor a pesquisa no Brasil, nos meses de maio a julho de 2010, foram entrevistadas 2 mil pessoas, de 18 a 64 anos de idade, em 27 cidades de todas as regiões brasileiras, selecionadas por meio de amostra probabilí­stica. No mundo, foram mais de 180 mil pessoas ouvidas em 2010. A pesquisa, que tem nível de confiança de 95%, com margem de erro de 1,5%, conta ainda com opiniões de 36 especialistas brasileiros.

Caso tenha disponibilidade, leia o Relatório Executivo GEM 2010 ou a Pesquisa GEM 2010. Veja abaixo alguns tópicos interessantes:

  • Brasil tem a maior taxa empreendedora do G20 e do Bric. Entre os 17 países membros do G20 que participaram da pesquisa em 2010, o Brasil é o que possui a maior TEA, ultrapassando a China, com 14,4%, e superando também a Argentina, com 14,2%, a Austrália, com 7,8%, e os Estados Unidos, com 7,6%. Entre as nações que formam o Bric, o Brasil tem a população mais empreendedora, com 17,5% de empreendedores em estágio inicial – a China teve 14,4%, a Rússia, 3,9%, enquanto a Índia não participou da pesquisa nos últimos dois anos. (leia mais)
  • 21,1 milhões de pessoas à frente de empreendimentos em estágio inicial (TEA) ou com menos de 42 meses de existência no Brasil (leia mais)
  • De cada 100 empresários, 18 gastaram menos de R$ 2 mil para iniciar a atividade. Apenas em 18,9% dos casos foi necessário um gasto superior a R$ 30 mil. O restante, 23,1%, nasceu com um investimento que variou de R$ 10 mil a R$ 30 mil. (leia mais)
  • em média, 36% dos valores necessários para abrir a empresa são de capital próprio. O valor é baixo em relação a outros paí­ses. Nos Estados Unidos, os empresários utilizam 86% de recursos próprios. Na China e na Rússia, 67% e 44%. (leia mais)
  • Dos que precisam pedir dinheiro, 70,5% procuram alguém da famí­lia. Amigos ou vizinhos são a fonte complementar de recursos para outros 22,3%. O restante é financiado por investidores estranhos que têm uma boa ideia (3,8%), por colegas de trabalho (2,9%) ou por outros (0,6%). (leia mais)
  • Quando se analisa a disponibilidade de recursos para abrir uma empresa ou expandir o negócio, o Brasil se posiciona em 14º entre os países pesquisados. Apesar de o país ter avançado na questão macroeconômica, o acesso a crédito continua restrito. (leia mais)
  • a Taxa de Empreendedores em Estágio Inicial (TEA) brasileira é de 17,5%, o que equivale a 21,1 milhões de empreendedores brasileiros. A TEA é formada pela proporção de pessoas com idade entre 18 e 64 anos envolvidas com empreendimentos em estágio inicial ou com menos de 42 meses de existência. (leia mais)
  • Apenas em Gana, as mulheres atingiram TEA mais altas que os homens, entre todos os outros 59 países participantes da pesquisa em 2010. Em Gana, a TEA é de 34%, com 4,3 milhões de empreendedores, sendo 37,1% mulheres e 30,8% homens. (leia mais)
  • Na avaliação da pesquisadora Gina Paladino, a presença feminina na criação e gestão de novos negócios é forte e constante. “Estamos consolidando posições e conquistando novos espaços relevantes na sociedade e na economia. Atualmente, 35% dos lares brasileiros são sustentados por mulheres. No mercado de trabalho, as mulheres ocupam 42% das vagas de trabalho e milhões de delas pilotam suas próprias empresas, afirma. (leia mais);
  • O Brasil e a Rússia são os únicos paí­ses do G20 em que a faixa de 18 a 24 anos é mais empreendedora que a de 35 a 44 anos, após a faixa etária mais empreendedora de ambos, que é dos 25 a 34 anos (leia mais).

Informações reproduzidas de matérias de Mariana Flores e de Regina Xeyla (2) na Agência Sebrae de Notícias.