Você quer que sua startup seja líder em um segmento. Você pensa em cauda longa, nichos. Você também pensa em escala de demanda. Você pensa que toda uma nova classe média, ávida por consumir mais do que o básico de sempre, pode ser um mar de faturamento – mesmo que pequeno, mas frequente. Você acredita que a tecnologia pode ser uma forma de criar um produto, uma solução em alguma cadeia de negócio.

Este poderia ter sido o mote do painel de discussão “Micropagamentos e lanhouse -€“ o acesso da base da pirâmide ao e-commerce” que assisti ontem à tarde no WebExpoForum, em São Paulo. Mas não foi exatamente nestes termos que debateram os participantes Marcelo Pimenta (Laboratorium, Raio Brasil), Marcel Fukayama (CDI-Lan), Dennis Ferreira (VostuPag), Leandro Montoya (Mentez do Brasil).

Como você pode assistir no vídeo abaixo, após serem consideradas locais de jogos, locais de inclusão digital, escritório compartilhado e sala de aula estendida, diferentes negócios digitais começam a fortalecer a vocação das lan houses de serem um canal de distribuição, uma revenda. A palavra que eles usaram foi “centro de conveniências”.

Afinal, diversos tipos de corporações estão mirando em comunidades emergentes que não se sabe exatamente como se comportam enquanto consumidores – mas sabe-se é que lá no seio dessas comunidades estão as lan houses, como uma espécie de embaixada (de negócios, empreendedorismo, desenvolvimento – afinal, centenas dessas lan houses Brasil afora, veja na imagem ao lado, são Pontos de Acesso a Produtos e Serviços do SEBRAE).

Como alguns debatedores explicaram: para várias tipos de negócios é muito importante ter um parceiro de canal para distribuir seus produtos e serviços, sejam eles digitais ou materiais (que podem envolver soluções digitais de micro-pagamento por meio de créditos, inclusive de celular). Já postei sobre essa junção “entre o online e o offline” no post “Todo comércio será eletrônico” (inspirado pela Lígia Dutra do Batepapo de E-commerce) e Rafael Siqueira do Apontador falou sobre O2O (Online to Offline) como a nova abordagem para negócios locais.

Conforme conversei ontem à noite com Luis Algarra (da Papagallis), este tipo de abordagem destaca-se como interessante entre o tsunami de pontos comuns que assola os eventos ultimamente. Enfim, assista e dê sua opinião. Se estiver tentado a atravessar a fronteira, bridge the gap, saiba que tem mais gente construindo a ponte e ensaiando a travessia.