Olá, gente! Isto é o que significa o título acima na linguagem dos Tupis. Ou não, dado que eu não sei tupi. A ideia era criar um título inovador depois de ter a honra de ser convidado para ser um colaborador do Startupi.

Para quem não me conhece, eu sou coordenador sênior de projetos do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da FGV (FGVcenn) em São Paulo. Entre os meus trabalhos estão a competição de planos de negócios Latin Moot Corp, a competição de inovação tecnológica em produtos e serviços Idea to Product Latin America, além participar da organização de diversas outras ações do Centro. Sou também pesquisador na área de empreendedorismo, sócio e membro do conselho de algumas startups e professor nas horas vagas.

A ideia deste espaço é contribuir com notícias, casos e opiniões sobre a criação de novos negócios inovadores no Brasil. Para começar eu gostaria de apresentar a minha visão sobre o empreendedorismo.

O empreendedorismo é €œa way of thinking, reasoning, and acting that is opportunity obsessed, holistic in approach, and leadership balanced€, segundo uma definição do Babson College e da Harvard Business School, apresentada pelos professores Spinelli e Timmons, no livro New Venture Creation: Enterpreneurship for the 21st Century. Disto é possível dizer que o empreendedorismo é a criação ou renovação de valor, não só para os proprietários, mas para todos os atores envolvidos no processo de criação ou reconhecimento de oportunidades, seguidas de iniciativas de liderança que podem propiciar o melhor aproveitamento destas oportunidades.

O autor clássico do empreendedorismo, Schumpeter, apresenta seu posicionamento sobre o tema baseado no conceito da “destruição criativa”. Ele mostra o empreendedor, diferenciando-o do gerente ou do simples proprietário de uma empresa, como “aquele que destrói a ordem econômica existente pela introdução de novos produtos e serviços, pela criação de novas formas de organização ou pela exploração de novos recursos e materiais€.

 

Para Schumpeter o empreendedor é quem transforma a invenção em inovação (colocando a evolução técnica como figura central) e é a mola do desenvolvimento econômico.

Quando se pensa em empreendedorismo vem logo a ideia da criação de um novo negócio, mas o conceito é muito mais amplo. O empreendedorismo pode surgir em qualquer tipo de organização. Pode ser a criação de uma nova organização, seja ela pública, privada, ou do terceiro setor e pode estar dentro de uma organização já existente.

O empreendedor pode ser tanto aquele que cria um negócio totalmente novo, como alguém que provoca uma mudança em processos dentro de uma organização já existente. Pode ser uma pessoa, ou conjunto delas, que implementam alguma forma diferente de ação dentro do setor público, ou aquele que, em face de uma deficiência dentro da sociedade, cria uma associação para suprir a necessidade existente.

Para mim, em resumo, o empreendedor é aquele que coloca no mercado alguma inovação, assumindo e balanceando riscos e se valendo de estratégias geniais para vencer a limitação de recursos e atingir seu objetivo. Existem várias outras teorias, mas isso fica para uma próxima vez. Quem quiser discutir o meu posicionamento, fique à vontade de fazer pelo meu Twitter: @renejrfernandes.

PS.: Comigo na foto, tirada em Austin (Texas), está o Thiago Sequinel, do time Nanoita, ganhador do I2P Global 2009, melhor colocação de um time brasileiro em uma competição deste gênero.

Obrigado pelo convite, Startupi.