Sabe quando você chega a sentir que as peças estão se encaixando e virando um conjunto coerente? Há certas ocasiões em que isso acontece e alavanca um salto qualitativo. Quem me dera dotar cada post com uma capacidade assim!

De qualquer forma, quero aproveitar que tive um momento assim durante o Seminário A Sociedade em Rede e a Educação (#vivoeduca) para compartilhar umas fontes de conhecimento.

Há algumas semanas, recebi um exemplar do livro “Conexões empreendedoras: entenda por que você precisa usar as redes sociais para se destacar no mercado e alcançar resultados”, escrito pelo Renato Fonseca de Andrade, que trabalha como consultor do Sebrae-SP e escreve o blog Conselheiro Criativo. Em meio a tantas andanças, afazeres e leituras, acabei demorando em fazer uma resenha, mas agora vejo o livro se encaixar perfeitamente em várias coisas acontecendo.

Começando pelo tema educação: já nas primeiras partes do livro, Renato conta sobre as perguntas que as pessoas fazem a ele, inclusive “se a gente aprende a empreender na faculdade da vida, vale a pena estudar?”. Como ele explica, empreender implica em aprender o tempo todo e também em riscos. É justamente aí que a educação faz a diferença: ela acelera, antevê, acondiciona os fatores de risco. E, como o livro trata de conexões, redes sociais, networking, temos aí um segundo fator para comparar a discussão do livro com a do evento.

Aqui no seminário, muito se falou sobre o aprender o tempo todo, em qualquer lugar, com qualquer pessoa. Inclusive o aprender enquanto ensina, e especialmente o aprender fora da escola. Neste sentido, apareceu o “educação em rede”, muito bem exemplificado por uma mulher que não tem a voz para se expressar – uma professora de libras que utilizou essa linguagem para explicar como os surdos-mudos precisam, eles mesmos, conectar sua própria rede para poderem trocar informações e aprenderem juntos.

Para exemplificar o cruzamento do tema empreendedorismo com o de redes sociais, Renato cita o caso das lojas virtuais, que, além de boa navegabilidade, precisam ser facilmente localizadas – e aí entra o poder das redes sociais e nas novas mídias. Tanto o livro como o evento foram cheios de exemplos, nem cabe aqui tentar resumi-los.

O que eu considero super interessante citar aqui é a relação de comportamentos empreendedores que Renato pesquisou e que, juntos, constituem a chamada atitude empreendedora. Tratam-se das seguintes habilidades:

  • habilidade para detectar oportunidades
  • habilidade para correr riscos calculados
  • paixão por resultados
  • perseverança e determinação
  • foco nas metas
  • habilidade de planejar
  • raciocínio sistêmico
  • pensamento criativo
  • otimismo realista e espírito competitivo
  • relacionamento interpessoal.

Estes são temas que ele aprofunda no livro e que merecem a atenção da pessoa que pensa em tocar um projeto, seja dentro ou fora de uma organização. Afinal, como Renato coloca, não existe um empreendedor ruim, mas empreendimentos ruins. Não há problema em falhar, o importante é continuar reforçando os fatores positivos do comportamento empreendedor, aprender com os outros e ter atitude de fazer acontecer.

Concluindo: tanto o evento quanto o livro demonstram como conhecer pessoas e trocar conhecimentos é fundamental para o bom posicionamento, planejamento e execução de projetos, visando ao alcance dos objetivos (a realização da visão).