Uma das coisas mais legais sobre eventos é que você pode encontrar no mesmo local e ao mesmo tempo diversas pessoas interessantes (o mesmo não é sempre verdade sobre as palestras).

Uma coisa legal sobre a web 2.0 e as mí­dias digitais e sociais é que elas proporcionam uma série de metáforas interessantes.

Uma das coisas mais legais na hora de definir um produto é identificar uma clientela. Veja o que aconteceu em um dos cruzamentos entre essas três possibilidades legais.

Há alguns dias, encontrei em um evento em SP o Renato Shirakashi, conselheiro da Social Media Week SP e empreendedor web. Ouvi dele uma metáfora diferente e que me fez pensar sobre como aproveitar oportunidades de negócios.

Perguntei a ele como anda o Scup e como ele vem percebendo, com base na sua trajetória profissional, o amadurecimento do mercado de mídias sociais no Brasil. Afinal, toda hora surge um evento relacionado ao tema, uma premiação, um case de sucesso, uma ferramenta, um ambiente, um conceito. Eu queria saber se a comercialização dos planos de monitoramento de mídias sociais pelo Scup dava mostra de que o mercado está aquecido – se isso é apenas buzz, uma grande onda do momento, ou realmente dá dinheiro.

Shirakashi retomou: “comecei a trabalhar com web em 2000, mas montei a Via6 apenas em 2005. Nessa época tivemos várias startups brasileiras surgindo com a web 2.0. Depois houve uma estabilizada, e agora vemos novas empresas surgindo”. Aí está o testemunho de dentro do mercado, de quem já estava nele antes dessa onda.

Ok, “teoria” comprovada: realmente a web 2.0 (Internet participativa, mídias sociais) trouxe uma nova leva de empresas, dos mais variados tipos, tentando ganhar dinheiro de várias formas. Mas, e a pergunta que não quer calar: o Scup é uma plataforma de gerenciamento ótima ou também um produto ótimo? Os profissionais, agências e empresas estão adotando?

Aí­ veio o petardo. Shirakashi cita alguns clientes e resume o jogo: “as mídias sociais vieram para ficar e tem muita gente ganhando dinheiro. Com o Scup, ao invés de correr atrás do ouro, estamos vendendo pá e picareta para quem está na corrida, garimpando seu sucesso”.

Fazia tempo que eu não ouvia isso como metáfora, e não é o sucesso do Scup que quero discutir ou incentivar. O notável é como tem gente que entende claramente como se posicionar na web, com um produto desenhado para uma clientela bem definida. Talvez essa pequena metáfora sirva como um grandioso insight para quem está tendo dificuldade ao ir direto da tecnologia para o marketing, sem parar para desenvolver um produto.

Boa sorte a todos, e que bons produtos nos protejam da síndrome do ouro de tolo!