* Por Guilherme Cavalcante 

A nova tendência mundial de desenvolvimento ESG de empresas e grandes corporações pode ser um grande chamariz de investimentos para o Brasil até o final da década. Isso porque, o mercado de crédito de carbono brasileiro é um dos mais atrativos e com maior potencial do mundo. Muito porque tem um potencial enorme de ajudar na diminuição de gases do efeito estufa.

A McKinsey, em estudo publicado com exclusividade pelo Prática ESG, mostrou que até 2030, a demanda por créditos voluntários no Brasil pode atingir de US$ 1,4 bilhão a US$ 2,3 bilhões. Esse número não chega nem perto do que é emitido hoje, cerca de 1% desse montante.

O estudo, que prevê um aumento de 1,5º C na temperatura do planeta, coloca o país com potencial para responder por 15% do total da oferta de soluções baseadas na natureza, ficando muito à frente de países como Estados Unidos com 3%, China 2% e também da Rússia com 2%.

Os números só reforçam que apostar no mercado é, com certeza, uma opção muito acertada, principalmente por grandes corporações que estejam apostando em boas práticas ESG também na mobilidade com foco em melhorar o deslocamento de clientes e colaboradores.

Estão aí então, dois mercados que podem dar super certo, o de mobilidade 100% elétrica e o da “tokenização”.  No Brasil, a compra de carros eletrificados, que reduzem os níveis de carbono emitidos para a atmosfera, subiu 77% em 2021 e atingiu a marca recorde de mais de 34 mil modelos comercializado, para 2022 a projeção é que esse número chegue a 100 mil, de acordo com dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

Com isso, podemos falar então da nova tecnologia de deslocamentos usando Blockchain, com a real possibilidade de “ganhar dinheiro” ao escolher pela mobilidade elétrica, que permite investir em créditos offset de carbono. Essa tecnologia tem por objetivo alcançar os índices de diminuição dos gases de efeito estufa (CO2) emitidos, gerando os já famosos NFTs –  non-fungible token – em português tokens não fungíveis.

Visto isso, apostar na nova era da mobilidade, principalmente a que está ligada a créditos de carbono e a tokenização, é uma grande sacada daqueles que buscam um retorno e, claro, o desenvolvimento sustentável. 

O caminho estrutural do país, sabidamente, ainda é longo, no entanto, o ecossistema está borbulhando e estamos buscando novos empreendedores para escrever esse capítulo novo e importante na história do Brasil e do mundo. Aqueles que têm visão de futuro, além do pioneirismo, terão ganhos atrativos e promoverão um planeta mais sustentável. As possibilidades são muitas e cada vez mais estão ao alcance de todos.


Guilherme

Guilherme Cavalcante é CEO e fundador do app UCorp. O executivo tornou-se especialista em desenvolver modelos de negócios e produtos digitais com foco em mobilidade. Guilherme é formado em Tecnologia e Mídias Digitais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), e possui pós-graduação em Design de Projetos Especiais pela BAU-Barcelona e Inteligência de mercado pela Universidade de São Paulo (USP).