Com o crescimento da globalização e as informações ganhando cada vez mais velocidade, os meios de comunicação passaram a ter cada vez mais importância e responsabilidade na hora de compartilhar com o público interessado. Nesta atual era, a venda passou a ser algo de extrema importância e muitas vezes de necessidade, seja para mostrar um produto ou suas próprias qualidades, dominar o marketing pessoal e ter um bom relacionamento com os outros da sociedade passou a ser uma das principais qualificações procuradas na hora de se buscar um colaborador.

Assim como a indústria da música se reinventou por meio da tecnologia de streaming MP3, a indústria de agências de marketing e comunicação está se movimentando e começando a se reinventar usando tecnologia para agregar cada vez mais valor nos serviços oferecidos. Com o surgimento de novos formatos de mídia, ficou cada vez mais difícil para os profissionais de marketing e as marcas se comunicarem de forma eficaz se não for evoluindo e buscando inovações. 

“Hoje em dia, o papel do marketing é muito mais complexo. Mas é fato que as mudanças sempre vêm acompanhadas de muitas oportunidades”, afirma Miguel Caeiro, head Latam da VidMob, plataforma de Inteligência Criativa. Dados da pesquisa “Intelligent Creativity Energizes Marketing Productivity”, encomendada pela VidMob e conduzida pela Forrest Research, mostra as principais tendências para as agências de comunicação e, principalmente, como  a tecnologia está transformando o processo criativo. Confira: 

  1. As agências de desempenho se tornarão agências criativas 

As agências de marketing de pesquisa e performance que são mais adeptas de dados, mídia e medição de campanhas se transformarão ainda mais em criadores de publicidade e conteúdo. Eles vão adicionar a criação de conteúdo aos seus pontos fortes na medição e execução de campanhas publicitárias.

  1. Agências criativas tradicionais se transformarão em agências digitais

Agências criativas com herança em ofertas de serviços mais comoditizados, como publicidade em TV, vídeo e conteúdo de mídia social, serão absorvidas por agências digitais completas, que oferecem serviços de alto valor agregado com foco em gerar experiências, atuam com a gestão de CRM, além de estratégias e ferramentas para melhorar a performance das mais diversas iniciativas. Exemplos disso já vêm acontecendo no mercado, como a fusão da VML com a Y&R, da Wunderman com JWT, AKQA com Gray Group e  a reorganização da Isobar pela Dentsu.

  1. A criação será orientada por dados 

A criação orientada por dados é uma das evoluções começando a mudar a maneira como as equipes de criação operam e sua capacidade de impactar o desempenho dos negócios. A criatividade baseada na intuição está sendo impulsionada com dados gerados por plataformas de Inteligência Artificial (IA) e machine learning em um momento em que a complexidade criativa continua a acelerar. A nova tecnologia pode ajudar as marcas a performar melhor em formatos inovadores e nas plataformas de mídias sociais, por exemplo. 

Segundo pesquisa da Forrester, as agências vão automatizar 25% de suas posições na próxima década usando tecnologia de Inteligência Artificial. “Na VidMob acreditamos muito na ampliação da criatividade humana e em utilizar a tecnologia para potencializar isso. Os dados sozinhos não dizem nada. A arte mesmo está na transformação desses dados em insights acionáveis. Um dado que não seja acionável não quer dizer absolutamente nada”, comenta Miguel.

  1. Os clientes vão escolher as agências pela capacidade de reunir mídia e criatividade

À medida que os clientes começam a enfrentar o difícil trabalho de unificar execuções, orçamentos e canais, as agências que unem elementos de mídia e criação serão beneficiadas. 

“O futuro das agências será de equipes híbridas, unificadas e multifuncionais que vão reduzir os gaps de comunicação e vão utilizar a abordagem de criatividade alimentada pela mídia da agência para orquestrar perfeitamente todo o ecossistema de marketing dos clientes”, afirma Miguel.