A Speedbird Aero, startup de desenvolvimento e fabricação de aeronaves não-tripuladas para logística, finalizou uma captação Série A no valor de R$ 35 milhões. A rodada é liderada pela Bela Juju Ventures, e seguida pela DOMO Invest e NAU Capital. Com o aporte que será recebido, a Speedbird planeja acelerar a produção de drones e a capacitação de seu time, aumentando sua carteira de clientes e chegando a 250 aeronaves em atividade até o final de 2023.

A empresa recebeu certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para operar aeronaves não tripuladas para entregas em caráter comercial. Com isso, a fabricante consegue dar escala aos serviços de entrega de produtos por drones para empresas, serviços de logística e instalações de saúde que já vinha oferecendo em caráter experimental.

A certificação habilita a Speedbird a colocar as suas aeronaves para voar em qualquer local do território brasileiro, desde que sejam respeitadas as regras de áreas que podem ser sobrevoadas – neste momento, os drones não podem sobrevoar áreas com alta concentração de pessoas, por exemplo. “Nos últimos dois anos conseguimos comprovar a segurança de nossas aeronaves, a capacidade de gerenciamento de rotas e a qualidade da tecnologia que nos permite automatizar os voos dos drones”, explica Samuel Salomão, Chief Product Officer (CPO) da Speedbird.

“Também integraremos os drones para possibilitar o uso mais efetivo de serviços logísticos de baixo impacto ambiental, como os veículos elétricos (patinetes, bicicletas, e carts elétricos). No caso de entregas de alimentos, ao atuar como modal complementar aos serviços de entregas por motociclistas, ajudaremos esses profissionais a realizarem mais entregas em percursos menos arriscados”, afirma Manoel Coelho, CEO da Speedbird. “É o que chamamos de soma positiva, em que todos ganham. Criamos mais empregos e apoiamos aqueles profissionais que atuam em outros modais. E este é justamente um dos propósitos da Speedbird”, completa.

Fundada em 2018, a Speedbird nasceu com a proposta de viabilizar um novo modal logístico que contribuísse para a redução de emissão de carbono, otimizasse a cadeia logística brasileira, diminuísse custos de transporte e, acima de tudo, viabilizasse novos negócios e serviços capazes de impactar positivamente a vida das pessoas. Até o início deste ano, a empresa vinha realizando voos experimentais para empresas como Ambev, iFood, Laboratório Hermes Pardini e Natura, entre outras.

“A Speedbird é uma empresa que aproxima o futuro das empresas e se tornou uma referência não apenas pela tecnologia e preocupação com segurança, mas por fomentar essa inovação no setor de entregas e logísticas. É uma satisfação enorme acompanhar o crescimento da empresa e essa nova rodada só mostra que veremos muito mais da Speedbird por aí”, destaca Mario Letelier, sócio e gestor do Fundo Anjo da DOMO Invest.

A expansão e a evolução dos trabalhos da Speedbird se traduzem no estabelecimento de um novo setor econômico no Brasil e no exterior. “Há muita demanda represada. O Brasil ainda escoa mais de 70% de suas cargas pelo modal rodoviário. Há muito espaço para crescermos e contribuirmos para uma logística mais eficiente, tanto do ponto de vista econômico, quanto ambiental”, assegura o CEO, destacando que em países como a China e os EUA, esse índice é de cerca de 8% e 26%, respectivamente.

* Foto destaque: Manoel Coelho e Samuel Salomão


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