A digitalização acelerada mudou a forma de consumo. Hoje, as pessoas optam por fazer compras online e os pedidos pelo celular representaram 59% do faturamento total do e-commerce no Brasil em 2021, segundo a Ebit, ​​empresa que mede a reputação das lojas virtuais.

Com essa mudança, empresas que já nascem no celular têm grande vantagem no mercado atual, como é o caso da Shopee, um dos maiores marketplaces em atuação no Brasil. Em pouco mais de dois anos de operação no Brasil, a companhia acaba de inaugurar seu segundo escritório, com mais de 2 milhões de vendedores brasileiros registrados. 

“Queremos construir um ecossistema que beneficie comunidades, vendedores e usuários. Isso inclui estimular nossa equipe para desenvolver ferramentas que impulsione o crescimento de negócios e marcas de  micro, pequenos e médios empreendedores em sua transformação digital, dentro da plataforma da Shopee”, explica Karina Hartung, head de Pessoas da Shopee no Brasil.

Para entender a estratégia por trás do boom de crescimento da empresa, o Startupi conversou com o time da empresa asiática, que afirma que o objetivo de sua atuação no país é construir bases sólidas e contribuir para a aceleração da economia local. 

Desde 2019, quando a companhia começou a operar no Brasil, o foco era construir uma plataforma democrática que tornasse os atos de comprar e vender mais acessíveis para todos. O responsável pelo marketing, Felipe Piringer, afirma que o app é como se fosse um shopping online, onde os lojistas podem expor e oferecer seus produtos aos consumidores, como acontece nas lojas físicas. 

Hoje, segundo uma pesquisa feita pela Mobile Time, a Shopee assumiu a liderança como app de compras mais usado pelos brasileiros, e Piringer acredita que isso aconteceu por conta de uma de suas estratégias mais importantes: conectar mais negócios brasileiros locais ao e-commerce, que representam mais de 85% das vendas da empresa. “Dessa forma, ajudamos a aumentar a renda dos vendedores, e em consequência eles atendem melhor seus consumidores”, diz.

O executivo também afirma que a facilidade de uso do marketplace é uma das vantagens sobre outros aplicativos disponíveis no mercado. “Oferecemos uma experiência segura, incluindo recursos como a Garantia Shopee, que retém o pagamento ao vendedor até o consumidor receber o produto como esperado e outros benefícios como variedade de produtos em mais de 30 categorias de vendedores locais e internacionais, cupons de desconto e frete grátis”. O número de empreendedores brasileiros registrados na plataforma também cresceu 600% em 2021. 

Expansão no Brasil

Embora a empresa não divulgue a porcentagem que o Brasil representa em seu faturamento, Felipe Piringer afirma que o país é um mercado importante para a Shopee, que já alcançou uma forte tração local. Hoje, o Magazine Luiza, considerado o maior e-commerce do Brasil, tem apenas 9% (180 mil) da quantidade de vendedores brasileiros que a Shopee tem (2 milhões).

“Enxergamos mais oportunidades de crescimento e continuaremos dedicando os recursos certos para ajudar a aumentar nosso impacto no país”, afirma Piringer. No país, a companhia tem apostado em duas frentes: inclusão digital de pequenos negócios em sua plataforma e desenvolvimento de talentos, ao abrir oportunidades de carreira na empresa. 

A Shopee inaugurou seu segundo escritório no país na intenção de ter mais um espaço para uma nova geração de colaboradores. “Estamos comprometidos com o desenvolvimento de profissionais locais com foco principalmente na área de tecnologia e outras habilidades relacionadas à economia digital. Com o novo escritório, estamos animados para atrair e construir uma nova geração de talentos que possam impulsionar a inovação e a digitalização em comunidades brasileiras”, ressalta Karina Hartung, head de Pessoas. 

Governo que taxar produtos 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou ao longo do mês que o governo tem a intenção de taxar comércios eletrônicos que importam produtos da China, incluindo a Shopee. Já o presidente Jair Bolsonaro negou em sua rede social no último sábado (21) que assinará qualquer medida provisória para taxar compras por aplicativo. 

Questionado sobre o que a empresa fará se os produtos realmente forem taxados, Felipe Piringer reforça o dado de que mais de 85% das vendas da Shopee no país são de lojistas brasileiros, o que não gerará taxa para os consumidores que comprarem esses produtos.

“Estamos abertos a colaborar com o Governo e com os órgãos reguladores, e reforçamos o compromisso de apoiar o desenvolvimento do empreendedorismo no Brasil e oferecer uma experiência segura, fácil e divertida de compras para todos os usuários”, finaliza Piringer.