A Bornlogic, retailtech brasileira que conecta que conecta vendedores (do varejo, indústria e serviços) e compradores nas redes sociais, fechou uma nova rodada série A no valor de R$ 52 milhões, liderada pela Astella Investimentos com participação da HiPartners, Endeavor Scale Up Ventures e Marcelo Lombardo (CEO da Omie). O recurso será utilizado para escalar produto, expandindo a tecnologia para mais marcas de toda a América Latina.

O investimento acontece um ano após a empresa ter recebido o primeiro aporte, em uma rodada Seed. Desde então, a empresa aumentou em 243% o faturamento anual, e o número de clientes saltou de 27 para 65. Agora, com o segundo cheque, a startup avança em  soluções específicas para indústrias e serviços, criando redes de vendas descentralizadas.

Por meio de uma plataforma digital, a Bornlogic atende atualmente grandes marcas do varejo, como Magalu, Renner, Lojas Americanas, Arezzo & Co, Via, Carrefour e Grupo Pão de Açúcar, além de indústrias, como L’Oréal e Mondelez. Um dos objetivos para este ano é expandir as funcionalidades do serviço.

“Para melhorar as estratégias comerciais, o varejo e a indústria precisam ir além das métricas de alcance e engajamento. Entregamos dados de Vendas de Produtos, Categorias e Marcas medindo o retorno prático, como o aumento nas vendas e a performance de cada vendedor. Hoje ninguém traz esses dados, que são fundamentais para estratégias mais robustas”, explica André Fonseca, CEO da startup.

Desde 2013, a startup é parceira de negócios da Meta, desenvolvendo inteligência artificial para compra de mídia otimizada de grandes marcas. A virada de crescimento da Bornlogic aconteceu justamente quando a empresa mostrou aos varejistas e à indústria que colocar os vendedores como protagonistas no mundo digital acelerava as vendas e melhorava o relacionamento com os consumidores.

“Quando o vendedor sai de trás do balcão e cria conteúdo autêntico, personalizado e regional nas redes sociais, ele se conecta aos consumidores com níveis de relacionamento disruptivos. Um de nossos clientes, por exemplo, teve mais de 300 mil vídeos criados por vendedores e publicados no Facebook e Instagram, criando uma máquina de relacionamento e vendas no mundo omnichannel”, afirma Fonseca. “Essa habilidade de encantar os clientes foi prejudicada com a separação do mundo físico e virtual. Mas a transformação digital dos vendedores retoma a capacidade de varejistas e fabricantes melhorarem a experiência de compra dos consumidores”.

Para Marcelo Sato, sócio da Astella, o produto da Bornlogic é único: “ninguém no mercado oferece uma solução como essa. A integração da jornada de compra no ambiente presencial e virtual já é parte da realidade, e a comunicação mais próxima do consumidor faz total diferença no processo de fidelização. O potencial da Bornlogic é enorme, conforme vemos que a solução pode ser replicada nos mais diversos setores.”

A equipe Bornlogic também cresceu no último ano, saindo de aproximadamente 50 funcionários para mais de 200 colaboradores no seu quadro. A expectativa para 2022 é de mais contratações, reforçando o já robusto time de tecnologia, produto e dados. “Um dos pilares que sustentam a nossa tese de investimento é o perfil e as características de um fundador. Ao olharmos para os sócios da Bornlogic, vemos a legítima capacidade de continuar a disruptar não apenas a força de vendas, mas também a relação entre varejo e indústria e, neste caso, a perspectiva de crescimento é ainda maior”, comenta Walter Sabini Junior, fundador e sócio da HiPartners. O venture capital  foi escolhido para a rodada justamente por focar em retailtechs, facilitando o acesso aos players do setor.

Para Igor Piquet, diretor geral do Endeavor Scale-Up Ventures, a Bornlogic é um exemplo de inovação para o varejo e a indústria. “É uma inovação brasileira que pode e deve se expandir globalmente. A escalada crescente nos resultados dos negócios garantiu a seleção da empresa para o seleto grupo do programa de aceleração Scale Up Endeavor, e por isso estamos animados em também investir nessa nova fase”, conclui.

* Foto destaque: André Fonseca, CEO da Bornlogic


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