Naia Capital, gestora brasileira de ativos alternativos fundada por Guilherme Monteiro, Victor, Gomieri e João Faloppa, lançou um fundo de Venture Debt (VD) exclusivo para o financiamento de empresas “high growth” de tecnologia. A expectativa é chegar a R$ 150 milhões em capital disponível no veículo, que possui duas grandes assets, uma asset independente e uma ligada a um grande banco brasileiro, como investidores âncora e a Naia como gestora.

O Venture Debt é uma classe de ativos nova no Brasil, mas consolidada em países como os EUA, onde as transações desse tipo representam aproximadamente 30% do total de volume transacionado por fundos de Venture Capital. Trata-se de uma operação de crédito para empresas de tecnologia que na maioria das vezes não têm acesso a boas linhas de crédito no mercado tradicional.

O novo fundo, captado com investidores institucionais, em sua maioria assets e familly offices, tem como objetivo permitir que as empresas de tecnologia tenham uma alternativa de funding para seguir seu ritmo de crescimento, podendo postergar rodadas de equity para evitar diluição e conseguirem maior valorização no futuro.

“Nossa proposta é levar o crédito de longo prazo para essas empresas, que possuem bons indicadores operacionais, mas que na maioria das vezes não estão no radar dos bancos tradicionais pela característica do negócio de alto crescimento e consumo de caixa”, afirma Victor Gomieri, sócio-fundador da Naia e responsável pelo fundo.  Segundo ele, o novo fundo vem em um momento em que as empresas de tecnologia têm sofrido pressão em seus múltiplos de valuation, e ter outras fontes de financiamento permitirá estas empresas manterem seu plano de investimento sem necessariamente buscar captação via “equity” a um valuation menor do que o desejado.

“A principal função do VD é ser uma alternativa de funding para as empresas seguirem seu ritmo de investimento e crescimento postergando uma rodada de equity e dessa forma evitando uma diluição ‘early’. Nesse sentido as empresas conseguem capital, investem na operação, atingem milestones de crescimento, se valorizando, e no momento de fazer uma rodada de VC estão com um valuation mais alto. Tudo isso a um custo de capital menor que o custo de capital do equity, além da anti-diluição”, acrescenta Victor.

O foco inicial do fundo são empresas de SaaS que já passaram por rodadas de investimentos de VCs. Os investimentos vão de R$ 5 milhões a R$ 50 milhões e, em alguns casos, é possível realizar operações maiores, com a composição de investidores do fundo realizando coinvestimentos.

“Nossa proposta como gestora é dar aos empreendedores novos caminhos ao capital que está no mercado, e oferecer aos investidores uma nova classe de ativos que é rentável, com risco controlado e que traz retornos acima das operações de crédito mais tradicionais”, conclui Gomieri.


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