A CapTable, plataforma de investimentos em startups, concluiu mais uma rodada de captação em menos de 24 horas. Desta vez trata-se da Food To Save, foodtech sustentável que, desde sua recente fundação, comercializou mais de 100 mil Sacolas Surpresa e evitou o descarte de mais de 150 toneladas de alimentos na capital paulista, no Grande ABC e em Campinas (SP). A startup levantou R$ 1,3 milhão com aporte de 211 investidores.

Com início da operação em maio de 2021 por meio da venda de Sacolas Surpresa via aplicativo, a Food To Save conquistou importantes parceiros na luta contra o desperdício de alimentos, como restaurantes, padarias, hortifrútis e confeitarias. Entre as marcas estão Rei do Mate, Dengo Chocolates, Pizza Hut, Duckbill e a tradicional padaria paulistana Bella Paulista.

“A Food To Save busca, diariamente, levar hábitos mais sustentáveis para a sociedade e a ajudar o meio ambiente e os estabelecimentos do setor alimentício a sanar uma dor tão comum entre as mesmas e que pode angariar enormes prejuízos ao estabelecimentos, que é o desperdício de alimentos”, detalha Lucas Infante, CEO da Food To Save.

A foodtech iniciou o ano ultrapassando 200 mil downloads do aplicativo, fechando parceria com mais de 500 estabelecimentos nas regiões onde opera, o que representa mais de 80 mil pedidos no aplicativo, além de ter evitado a emissão 250 toneladas de CO2, impactando positivamente ao meio ambiente. Recém chegada no Rio de Janeiro, a startup tem a meta de superar, até o fim do ano, a marca de 500 toneladas de alimentos salvos, e ampliar a operação para outros estados.

Modelo de negócio

Todos os dias são descartados, mesmo estando em perfeitas condições de consumo, alimentos com pequenas imperfeições, próximos da data de validade ou que não foram consumidos ao longo do dia, o que gera danos ao meio ambiente e prejuízo financeiro ao varejo alimentício.

Inconformados com essa realidade e com o propósito de revolucionar o cenário do desperdício de alimentos, os sócios Lucas Infante (CEO), Murilo Ambrogi (CMO), Guido Bruzadin (CTO) e Fernando Henrique dos Reis (COO) se uniram para fundar a Food To Save, foodtech sustentável que opera por meio do marketplace B2B2C que conecta estabelecimentos do ramo alimentício que possuem excedentes de produção a milhares de usuários conectados por um movimento contra o desperdício de alimentos.

“Com um modelo de negócio triple-win e com a sigla ESG em nosso DNA, geramos valor em todas as métricas da agenda. Nós comercializamos estes excedentes de produção por meio de nossas sacolas surpresa, que são classificadas entre doces, salgadas ou mistas de acordo com o estabelecimento cadastrado. Neste modelo, o objetivo principal é facilitar o operacional dos parceiros cadastrados e gerar uma experiência simples e divertida para os usuários”, explica Ambrogi.

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), cerca de 1,3 bilhão de toneladas de alimentos são desperdiçadas por ano no mundo – aproximadamente 1/3 do que é produzido globalmente. No Brasil, conforme a World Food Programme (WFP), o país registra uma perda anual de US$ 750 bilhões com o desperdício de alimentos.

Uso dos Recursos

Com o aporte em mãos, a startup direcionará o recurso para o desenvolvimento tecnológico, marketing, tração, desenvolvimento do produto, área comercial da startup e despesas operacionais. “O aporte levantando por meio da CapTable é de extrema importância para nossa próxima etapa de expansão e captar novos clientes. Na melhora tecnológica, por exemplo, com o recurso vamos conseguir desenvolver novas funcionalidades de engajamento para as pessoas, gamificando o uso da plataforma para que as pessoas utilizem com cada vez mais frequência”, diz Fernando Reis.

Para o cofundador da CapTable, Guilherme Enck, a rodada da startup vai ao encontro com o que os investidores da plataforma buscam cada vez mais. “A rodada da Food To Save foi concluída de forma tão rápida pois atende todos os cenários buscados por nossos investidores: modelo de negócio consolidado e inovador e impacto ambiental. Todos enxergam um futuro muito promissor para a startup”, finaliza Enck.


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