* Por Daniella Doyle 

O desenvolvimento tecnológico permitiu o surgimento de um ambiente repleto de possibilidades: o mercado digital. Hoje, possíveis compradores têm acesso a milhares de produtos e serviços na palma da mão (literalmente), com as empresas competindo por atenção. No entanto, essa acessibilidade caminha lado a lado com a crescente exigência por parte do público comprador. 

De acordo com estudo da empresa de consultoria Gartner, 50% dos clientes entrevistados relataram uma alta possibilidade de migrarem para marcas concorrentes após uma única experiência ruim. Neste cenário, as marcas enfrentam um desafio para se adaptarem às novas tendências e demandas.

Contudo, como as empresas estão enfrentando esse dilema? Criando estratégias que se conectem com seu público alvo. O marketing 4.0 desponta como uma solução para que as marcas acompanhem a evolução. O conceito, desenvolvido por Philip Kotler, representa a revolução digital para as empresas. Se antes era possível somente fazer anúncios de TV, jornais e revistas, hoje é necessário apostar em uma série de estratégias, focando na transformação digital.

Inicialmente, os pioneiros do mercado digital conseguiram explorar esse território com sucesso. Materiais como e-books, blogs, posts e vídeos eram facilmente acessados, direcionando o público para produtos e serviços. Hoje, os padrões elevaram-se consideravelmente. O conteúdo precisa ser altamente chamativo e entregar valor tangível para que uma pessoa decida dedicar tempo a ele. Esse comportamento escancara a importância de investir em estratégias como o copywriting, ou seja, técnicas persuasivas para convencer alguém a praticar uma ação. Logo, fazer com que um possível cliente faça uma compra é ainda mais desafiador. 

Muito mais do que a simples presença digital, as marcas precisam usar as redes sociais e ferramentas da internet para conectar-se de forma genuína com os clientes, que buscam laços mais atenciosos e a identificação com o propósito dos negócios. Assim, o atendimento humanizado e personalizado se consolida como um pilar para conquistar o cliente. Segundo a pesquisa citada acima, quando questionados sobre o que torna o consumidor fiel a uma marca, 80% dos brasileiros apontaram o atendimento ao cliente como fator principal.

Com o mercado mais exigente, as pessoas passam a optar por marcas de confiança, com as quais tiveram boas experiências ou que foram indicadas por alguém. O marketing de referência, estratégia que estimula a indicação de um serviço ou produto por parte do próprio usuário, passa a ser uma aposta das empresas. De acordo com um estudo da   BrightLocal, 50% dos consumidores tomaram alguma ação após ler uma revisão positiva.

E não para por aí: o marketing de influência, que consiste em ações praticadas por influenciadores para promover determinadas marcas, também apresenta crescimento. Já não basta colocar anúncios no ar ou encher um site de banners. O público busca reconhecimento com as marcas e, portanto, com as pessoas que as utilizam. 

Por isso, a escolha de influenciadores para parcerias pode ser uma excelente estratégia em uma época em que as pessoas se identificam cada vez mais com personalidades da internet. De acordo com o Google, 70% dos inscritos adolescentes do YouTube dizem que se relacionam mais com criadores da plataforma de vídeo do que celebridades tradicionais. Neste cenário, acompanhamos também o crescimento das redes sociais como o Instagram e o Tik Tok, que se tornam canais importantes de divulgação. 

Ter promotores da marca, ou seja, pessoas que indiquem e promovam o negócio positivamente, é uma estratégia que ajuda empresas a se destacarem em um mercado cada vez mais exigente e competitivo; assim como conquistar embaixadores, que são reais parceiros que contribuem diretamente com o crescimento da receita de um negócio. Por isso, posicionar-se como uma empresa humanizada, que se importa e relaciona com seus clientes, é primordial. 

Simultaneamente, o comportamento dos consumidores passa por mudanças, que acompanham as novidades tecnológicas. A pesquisa por voz, por exemplo, é a mais nova tendência que promete despontar no próximo ano. De acordo com a empresa Semrush, a previsão é de que, até 2022, mais de 50% das famílias tenham um alto-falante inteligente, como a Google Assistente, do Google; a Alexa, da Amazon; e a Siri, da Apple. Fica mais um alerta para as empresas: otimizar conteúdos e adequar estratégias para a pesquisa de voz é uma boa estratégia para estar um passo à frente da competição.

Vale lembrar que cada negócio é um negócio. Não adianta tentar acompanhar todas as tendências que surgem se elas não fizerem sentido para o seu segmento! É por isso que eu sempre reforço o quanto medir e acompanhar os resultados de todas as ações é essencial para a tomada de decisões assertivas.

No final das contas, o que vai separar as marcas que se destacam daquelas que ficam para trás é a capacidade de compreender as necessidades do público e saber como oferecer um um atendimento ímpar, além da habilidade de analisar as estratégias adotadas. Independente de qual seja a sua atuação, foque em oferecer uma experiência única para seu cliente e acompanhe os recursos e novidades que possam ajudar o seu negócio escalar!


DaniellaGraduada em Jornalismo e também em Publicidade e Propaganda pela PUC Minas, Daniella Doyle é head de Marketing da eNotas, legaltech que oferece soluções inovadoras para automatização da emissão de notas fiscais eletrônicas de serviços (NFS-e), comércio (NF-e) e varejo (NFC-e/CF-e).