O Nubank estreou nesta quinta-feira (9), na Bolsa de Valores de Nova York, com as ações precificadas a US$ 9 e atraiu 815 mil investidores pessoas físicas. 

A fintech fundada em 2013 pelo colombiano David Vélez, pela brasileira Cristina Junqueira e pelo americano Edward Wible, hoje vale US$ 41,55 bilhões, sendo avaliada como o banco mais valioso da América Latina, à frente do Itaú Unibanco.

“É difícil descrever o que isso significa para nós. Éramos loucos, o que a gente estava pensando? Um monte de gente trabalhando em uma casa, a gente pensando que poderia desafiar as maiores empresas da América Latina, será que a gente tinha alguma coisa faltando na cabeça? Simplesmente não entendíamos o que o risco significa”, iniciou Vélez, presidente e fundador do banco, durante seu discurso na cerimônia na NYSE

Há oito anos David decidiu empreender em produtos financeiros na América Latina, após perceber a burocracia para abrir uma conta corrente no Brasil. Atualmente, o Nubank possui 48 milhões de clientes no Brasil, México e Colômbia, 

“De alguma forma estamos aqui com todos vocês, por nos concentrarmos nos nossos clientes e sermos verdadeiros com a nossa missão e cultura de empoderar pessoas, fazer com que o cliente esteja no centro de tudo que fazemos. Nós permitimos que 48 milhões de pessoas consigam viver uma vida melhor, consigam fazer seu próprio marketing e serem seus próprios embaixadores”, completou.  

Segundo os fundadores, fazer um IPO é uma consequência do crescimento que a empresa vêm tendo ao longo dos anos desde a sua fundação e é uma forma deles acelerarem o impacto e a evolução de mais pessoas. “O objetivo do Nubank sempre foi e continua sendo ajudar as pessoas a retomarem os seus controles sob seu dinheiro. Ao entrar na Bolsa de Valores, a gente está abrindo parte do capital para que novos investidores se tornem nossos acionistas e isso pode viabilizar projetos e tornar o banco cada vez mais completo”, explicou David. 

A CoFundadora, Cristina Junqueira, acrescentou que nada irá mudar para os seus clientes. A fintech continuará oferecendo produtos e experiências bacanas, com tarifas e taxas atrativas, porque seus consumidores querem ser tratados de maneira justa e transparente. “Estamos muito felizes, principalmente com os milhões de brasileiros que agora são nossos sócios. Sempre foram nossos parceiros e clientes e agora estamos felizes em poder chamá-los de sócios e dividir o valor que estamos gerando com eles”, finalizou.